Resumo da Notícia
A Fórmula 1 começou a temporada 2026 com mudanças drásticas nos carros, que ganharam motor, aerodinâmica e chassi reformulados, além de maior participação elétrica. O efeito é visível na pilotagem: velocidade e emoção agora dividem espaço com gestão de energia e eficiência.
O tetracampeão Max Verstappen, da Red Bull, foi sincero ao comentar os novos monopostos: “Não é muito divertido, parece mais uma Fórmula E com esteroides”, disse ele após o segundo dia de testes no Bahrein. O holandês completou muitas voltas, mas não escondeu sua insatisfação.
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Segundo Verstappen, dirigir no limite agora é impossível. “Muitas coisas que você faz como piloto têm grande efeito no consumo de energia. Para mim, isso simplesmente não é Fórmula 1. Talvez seja melhor na Fórmula E”, afirmou o campeão de 28 anos.
Nos testes, Charles Leclerc liderou a tabela com a Ferrari, marcando 1m34s273 após 139 voltas, seguido pelo britânico Lando Norris, da McLaren, que completou 149 voltas a 511 milésimos de diferença. Ollie Bearman, da Haas, ficou em terceiro e George Russell, da Mercedes, em quarto.
O novo companheiro de Verstappen, Isack Hadjar, terminou em quinto após problemas técnicos pela manhã. Três pilotos dominaram o volante durante o dia: Leclerc, Norris e Bearman, com números expressivos de voltas, mostrando foco em confiabilidade e avaliação do novo regulamento.
A atenção das equipes está voltada para a potência dos motores. Lewis Hamilton, da Ferrari, pediu à FIA igualdade de condições, questionando possível vantagem do motor Mercedes, que equipa McLaren, Alpine e Williams. Algumas equipes já suspeitam de brechas no regulamento que favorecem certos carros.
O primeiro teste no Bahrein termina nesta sexta-feira, com mais três dias de avaliações na semana seguinte. A temporada 2026 começa oficialmente em 8 de março, na Austrália, marcando uma nova era da Fórmula 1, entre performance, estratégia energética e adaptação aos carros híbridos.

