Vendas globais de elétricos caem 3% no 1º trimestre, mas China mantém liderança

Vendas globais de veículos elétricos caem 3% no 1º trimestre de 2026. Saiba como a China mantém a liderança, a Europa cresce e a América do Norte recua, impactando estratégias de montadoras.
Vendas globais de elétricos caem 3% no 1º trimestre, mas China mantém liderança
Crédito da imagem: Volvo
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O mercado global de veículos elétricos voltou a ganhar fôlego em março de 2026, após um início de ano mais contido. Impulsionado por fatores econômicos e ajustes de políticas públicas, o setor mostra sinais de recuperação, ainda que com diferenças claras entre regiões. O cenário revela crescimento pontual, mas também desafios estruturais que seguem no radar das montadoras.

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Ao todo, foram vendidas 1,75 milhão de unidades no mês, número que representa um salto expressivo de 66% sobre fevereiro. Na comparação anual, porém, o avanço foi mais tímido, de apenas 3%. Com isso, o primeiro trimestre fechou com 4 milhões de veículos comercializados, indicando leve retração de 3% frente ao mesmo período de 2025.

Vendas globais de elétricos caem 3% no 1º trimestre, mas China mantém liderança
Crédito da imagem: Divulgação

Grande parte dessa retomada veio da Ásia, especialmente da China, que voltou a acelerar após o impacto do Ano Novo Lunar. O país praticamente dobrou suas vendas em março na comparação mensal. A retomada da produção e do consumo ajudou a puxar o desempenho global para cima.

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Mesmo assim, o mercado chinês ainda enfrenta dificuldades no cenário doméstico. As vendas internas no primeiro trimestre caíram 21%, somando 1,9 milhão de unidades. Ainda assim, o país segue dominante, respondendo por quase metade de todo o volume global de veículos elétricos.

Para compensar a fraqueza interna, as exportações ganharam força, embora nem todo esse volume esteja sendo absorvido no exterior. O resultado tem sido o aumento dos estoques, sinalizando um descompasso crescente entre oferta e demanda. Esse movimento acende um alerta para a sustentabilidade do ritmo de produção.

Na Europa, o cenário foi bem mais positivo, com forte avanço nas vendas. Março registrou mais de 500 mil unidades comercializadas, um recorde histórico para o continente. No acumulado do trimestre, foram 1,2 milhão de veículos vendidos, alta de 27% em relação ao ano anterior.

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O crescimento europeu também tem sido acompanhado pelo avanço das marcas chinesas. Na Itália, por exemplo, a Leapmotor alcançou quase 30% do mercado de elétricos a bateria. Considerando outras fabricantes da China, a participação conjunta já se aproxima dos 40%, ampliando a concorrência local.

Outros mercados menores também vêm ganhando relevância, ainda que partindo de uma base reduzida. No primeiro trimestre, essas regiões cresceram 79% em relação ao ano anterior, somando 600 mil unidades. Destaque para a Nova Zelândia, com alta de 263%, e a Austrália, que avançou 89%.

Na contramão, a América do Norte apresentou retração significativa. As vendas caíram 27% no trimestre, totalizando 320 mil unidades. Embora março tenha mostrado alguma recuperação nos Estados Unidos, superando 100 mil veículos vendidos, o mercado ainda sente os efeitos do fim dos incentivos fiscais.

Diante desse cenário, algumas montadoras começam a rever suas estratégias de eletrificação. A Honda cancelou seu programa da Série 0, enquanto o projeto Afeela, desenvolvido com a Sony, também foi interrompido. As decisões refletem um momento de cautela, em que o ritmo da transição elétrica passa por ajustes e reavaliações.

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