Resumo da Notícia
A chinesa BYD atravessa um momento de transição: enquanto tenta sustentar sua liderança em veículos elétricos, lida com um cenário doméstico mais fraco e aposta cada vez mais no crescimento fora do país. Os números mais recentes mostram um retrato misto da companhia. Há sinais de recuperação no curto prazo, mas a pressão anual ainda pesa.
Em abril, a montadora vendeu 314,1 mil veículos de passeio, queda de 15,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ainda assim, o resultado representa avanço de 6,2% frente a março. Trata-se de um respiro após o período mais lento do início do ano.
Considerando os veículos de nova energia, o volume chegou a 321.123 unidades no mês. O número também cresceu em relação a março, com alta próxima de 7%. Apesar disso, a empresa acumula oito meses seguidos de retração anual.
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O desempenho recente indica uma recuperação gradual após o impacto do Ano Novo Chinês. No entanto, o ritmo ainda está longe de compensar a sequência de quedas iniciada no segundo semestre de 2025. Desde setembro, a trajetória tem sido predominantemente negativa.
No acumulado de janeiro a abril, a BYD vendeu pouco mais de 1,02 milhão de veículos elétricos. O total representa uma queda de cerca de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete a desaceleração sazonal do mercado chinês.
Por outro lado, as operações internacionais seguem em forte expansão. Em abril, as vendas fora da China bateram recorde, com 134.542 unidades. O volume cresceu mais de 70% e já responde por quase metade dos negócios da empresa.
No acumulado do ano, as exportações somam mais de 455 mil veículos, avanço expressivo de quase 60%. A estratégia global se tornou peça-chave para compensar a fraqueza interna. A meta da BYD é alcançar 1,5 milhão de unidades vendidas no exterior até 2026.
Entre as marcas, a principal linha da BYD ainda lidera, com 273.448 veículos vendidos em abril, apesar da queda anual. A submarca Fang Cheng Bao foi destaque, com crescimento acelerado. Já a Denza perdeu fôlego, enquanto a Yangwang avançou no segmento de luxo.
Os desafios não se limitam às vendas. O lucro da empresa no primeiro trimestre despencou mais de 55%, pressionado pela guerra de preços e pelo aumento de custos. Para reagir, a BYD aposta em novos modelos, tecnologia de carregamento ultrarrápido e expansão global, tentando recuperar competitividade em um mercado cada vez mais disputado.
