Uso do celular ao dirigir gera diferentes infrações previstas na lei

Descubra as infrações e multas por usar o celular ao dirigir no Brasil. Entenda o que diz o Código de Trânsito, os pontos na CNH e os riscos para sua segurança.
Uso do celular ao dirigir gera diferentes infrações previstas na lei
Crédito da imagem: Reprodução

Resumo da Notícia

O celular, que virou extensão da mão no dia a dia, transforma-se em um dos maiores inimigos da segurança quando aparece no volante. Entre mensagens rápidas, chamadas e aplicativos, muitos motoristas subestimam o risco e ignoram que a distração, ainda que breve, pode custar caro — em multas, pontos na carteira e, sobretudo, em vidas.

O uso do smartphone ao dirigir está entre as infrações mais comuns do país. Dados oficiais mostram que centenas de milhares de motoristas são flagrados todos os anos manuseando ou falando ao telefone enquanto conduzem. Mesmo com campanhas educativas e fiscalização, o hábito persiste como se fosse inofensivo.

Uso do celular ao dirigir gera diferentes infrações previstas na lei
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O Código de Trânsito Brasileiro trata o tema com rigor e diferencia as condutas. Falar ao celular, ainda que com fones de ouvido, é infração média. Já segurar ou manusear o aparelho ao volante é considerado gravíssimo, com multa mais alta e sete pontos na CNH. Conforme prevê o art. 158 do CTB, o valor das multas é de:

  • Infração leve: R$ 88,38
  • Infração média: R$ 130,16
  • Infração grave: R$ 195,23
  • Infração gravíssima: R$ 293,47

Conforme o art. 259, a pontuação para cada tipo de infração é:

  • Leve: três pontos
  • Média: quatro pontos
  • Grave: cinco pontos
  • Gravíssima: sete pontos
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Essas infrações podem ser registradas por agentes municipais, estaduais ou federais, inclusive sem abordagem direta. Câmeras e outros meios eletrônicos de fiscalização são suficientes para a autuação, mesmo que o veículo esteja parado em congestionamento ou no semáforo.

Embora os números de multas tenham apresentado queda recente em alguns estados, especialistas alertam que isso não significa mudança de comportamento. Pesquisas indicam que a maioria dos motoristas e motociclistas ainda usa o celular enquanto dirige, muitas vezes para mensagens rápidas ou navegação.

Os riscos são amplamente comprovados. Estudos apontam que digitar ao volante pode aumentar em até 400% a chance de sinistros, além de retardar significativamente o tempo de reação. A comparação é direta: dirigir mexendo no celular pode ser tão perigoso quanto conduzir após consumir álcool.

Segundo especialistas em trânsito, dirigir exige atenção total e o uso simultâneo de diversas habilidades cognitivas. Tirar os olhos da via por poucos segundos, a velocidades comuns, significa percorrer dezenas de metros praticamente às cegas, aumentando drasticamente a chance de colisões ou atropelamentos.

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A recomendação é simples e antiga: celular só com o veículo estacionado e motor desligado. Em caso de autuação, o condutor pode recorrer, desde que apresente argumentos técnicos. Ainda assim, a melhor defesa continua sendo o bom senso — afinal, nenhuma mensagem vale mais do que a segurança no trânsito.

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