Em um cenário de crescente preocupação na indústria automotiva global, o presidente Trump minimizou os potenciais impactos negativos das novas tarifas de 25% impostas aos automóveis importados nos Estados Unidos. A medida, que visa proteger a indústria nacional, tem gerado alertas de executivos e analistas do setor, que preveem um aumento significativo nos preços dos veículos, especialmente os de entrada.
Questionado sobre o assunto, Trump declarou que “*não poderia se importar menos*” com o aumento dos preços dos carros estrangeiros. A declaração sugere uma postura inflexível do governo americano em relação às tarifas, mesmo diante das possíveis consequências para os consumidores e para a competitividade do mercado automotivo. Inclusive, o próprio Trump já alertou que Tarifas de 25% sobre veículos importados nos EUA podem impactar o consumidor.
A imposição das tarifas ocorre em um momento de transformação da indústria, com a crescente demanda por veículos elétricos e a necessidade de investimentos em novas tecnologias. As tarifas podem afetar a capacidade das montadoras de oferecer opções acessíveis aos consumidores, especialmente aqueles que buscam seu primeiro carro. Por exemplo, a Hyundai inicia produção de veículos elétricos e híbridos em sua Metaplant nos EUA, e estas tarifas podem impactar diretamente os preços finais.
As empresas do setor agora buscam estratégias para mitigar os efeitos das tarifas, como a negociação de acordos comerciais e o aumento da produção local. A Nissan Frontier terá produção encerrada na Argentina e será importada do México, uma possível estratégia para lidar com essas tarifas. No entanto, o cenário permanece incerto e a indústria automotiva acompanha de perto os próximos desdobramentos da política comercial americana.