Tesla volta a crescer em vários países da Europa; França e Dinamarca retomam alta

Mesmo com sinais de melhora em alguns países, a Tesla registrou queda de 42,9% nas vendas na União Europeia e de 32,6% no continente como um todo
Tesla volta a crescer em vários países da Europa; França e Dinamarca retomam alta
Crédito da imagem: Tesla

Resumo da Notícia

As vendas da Tesla na Europa seguem um roteiro de contrastes, de um lado, há sinais de recuperação em mercados como França, Dinamarca, Noruega e Espanha; de outro, quedas persistentes na Suécia e um cenário de pressão competitiva que ameaça o protagonismo da marca no continente. O fio condutor dessa retomada parcial é o Model Y reestilizado, lançado em junho, que reacendeu o interesse em alguns países.

Na França, setembro marcou o primeiro avanço do ano, com alta de 2,7% nos registros. Já na Dinamarca, o salto foi de 20,5%, desempenho suficiente para transformar o novo Model Y no carro mais vendido do país. A Noruega também trouxe boas notícias, com aumento de 14,7% e o domínio da Tesla no ranking geral de vendas, liderado pelo Model Y e pelo Model 3.

Tesla volta a crescer em vários países da Europa; França e Dinamarca retomam alta
Crédito da imagem: Tesla

A Espanha seguiu a mesma toada, com crescimento de 3,4% puxado por uma explosão de 60% nas entregas do Model Y. Esses resultados ajudaram a reduzir parte do impacto negativo acumulado em 2025, quando a Tesla sofreu retração de 42,9% nas vendas na União Europeia e 32,6% em todo o continente.

Na Suécia, no entanto, a realidade é bem diferente, em setembro, os registros caíram 64% na comparação anual, para 1.726 carros. Apesar da queda expressiva, o número mostrou uma recuperação em relação a agosto, quando apenas 210 unidades haviam sido vendidas. O país segue sendo o mercado mais frágil da empresa na região.

Esse cenário fragmentado evidencia os desafios da Tesla, onde a fabricante ainda depende fortemente de uma linha de produtos limitada, sem novidades de massa desde o lançamento do Model Y em 2020. Nesse intervalo, rivais europeus e chineses como Volkswagen, Stellantis, Volvo, BYD e Nio ampliaram suas ofertas com elétricos mais acessíveis e variados.

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Crédito da imagem: Evan Vucci / Associated Press

O desgaste da imagem do CEO Elon Musk também pesa. Suas posições políticas e o apoio a líderes conservadores nos EUA e na Europa afastaram parte dos consumidores, somando-se às críticas sobre a lentidão da Tesla em atualizar seu portfólio. Analistas alertam que a recuperação recente pode ser apenas temporária se novos modelos não forem lançados.

O consenso no mercado é manter a ação, que acumula alta superior a 10% em 2025, apesar de um preço-alvo médio apontar queda potencial de 22% em relação às cotações atuais. Para a Tesla, o desafio é claro: transformar o fôlego momentâneo do Model Y em um sinal de virada real no jogo cada vez mais competitivo da mobilidade elétrica europeia.

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