Tesla enfrenta nova queda nas vendas na Europa em outubro

As estatísticas de emplacamentos de carros novos revelam fortes retrações: 89% na Suécia, 86% na Dinamarca e 50% na Noruega
Tesla enfrenta nova queda nas vendas na Europa em outubro
Crédito da imagem: Tesla

Resumo da Notícia

As turbulências enfrentadas pela Tesla na Europa voltaram a aparecer com força em outubro. Depois de um breve alívio nos meses anteriores, as vendas da montadora americana de veículos elétricos despencaram em países como Noruega, Suécia e Dinamarca, refletindo um cenário cada vez mais competitivo e politicamente delicado para a empresa de Elon Musk no continente.

Os dados de registros de novos veículos mostram quedas expressivas: 89% na Suécia, 86% na Dinamarca e 50% na Noruega. O contraste vem da França, onde as vendas subiram 2,4% em outubro, uma melhora tímida, mas que marca o segundo mês consecutivo de alta naquele mercado.

Tesla enfrenta nova queda nas vendas na Europa em outubro
Crédito da imagem: Tesla

Após um trimestre recorde em entregas globais da Tesla, a desaceleração europeia reforça que o impulso da marca perdeu força. A empresa enfrenta uma concorrência cada vez mais agressiva de marcas tradicionais europeias e chinesas, como BYD, Xpeng e Zeekr, que lançam novos modelos elétricos a ritmo acelerado.

Na Suécia, a situação é emblemática e preocupante: apenas 133 carros vendidos em outubro, número inferior até ao da Porsche, que comercializou 172 unidades. No acumulado do ano, as vendas da Tesla caíram 67% em relação a 2024, mostrando perda acentuada de participação.

A Noruega, que já foi o maior mercado da Tesla, também mostrou enfraquecimento após meses de crescimento. Mesmo em um país onde quase todos os veículos novos são elétricos, a marca perdeu fôlego e espaço entre consumidores, revelando uma mudança de tendência importante.

Além da limitação na oferta de modelos e versões atualizadas, a imagem pública de Elon Musk também pesa contra a Tesla. O bilionário vem sendo alvo de críticas por apoiar campanhas políticas de extrema-direita e pela proximidade com Donald Trump, o que afasta parte do público europeu.

Para analistas do setor, o resultado é um reflexo claro do mercado elétrico atual. “Os compradores têm mais opções do que nunca”, observou Ginny Buckley, do portal Electrifying.com. “A Tesla não domina mais sozinha o segmento, e isso agora se traduz diretamente em suas vendas e desempenho global.”

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