Resumo da Notícia
A Tesla voltou ao centro das atenções nesta semana ao confirmar o recall de cerca de 10.500 unidades do Powerwall 2 nos Estados Unidos, após uma série de relatos de superaquecimento e pequenos incêndios.
O caso reacende discussões sobre segurança em sistemas de armazenamento residencial, justamente em um momento em que a divisão de energia da empresa ganha peso dentro do negócio global. A medida também segue um movimento semelhante já realizado na Austrália meses atrás.
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Segundo a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA, os equipamentos podem falhar e superaquecer durante o uso normal, criando risco de fumaça, chamas e até ferimentos graves. Embora não haja registro de pessoas machucadas, a Tesla admitiu ter recebido 22 notificações de clientes sobre aquecimento excessivo. Em cinco deles, houve princípio de incêndio e danos materiais leves.
O Powerwall 2 é uma bateria doméstica que trabalha integrada a sistemas de painéis solares, armazenando energia para autoconsumo e servindo como reserva em caso de blecautes. As unidades afetadas utilizam células de íon-lítio de um fornecedor externo, que, segundo a empresa, podem apresentar um defeito raro. Em determinadas condições, o componente deixa de funcionar e pode liberar fumaça ou se inflamar.
Esse mesmo problema já havia provocado um recall na Austrália em setembro, envolvendo unidades produzidas entre 2020 e 2022. Na época, especialistas e usuários chamaram atenção para a possibilidade de uma ação global, já que o Powerwall 2 é vendido em vários mercados. Nos EUA, há relatos de que os primeiros incêndios começaram a ocorrer ainda em 2023.
Fontes familiarizadas com o serviço da Tesla afirmam que a companhia acompanha esses casos há pelo menos dois anos. Chegou, inclusive, a montar reboques especiais para responder rapidamente a Powerwalls que apresentavam sinais de superaquecimento. Mesmo assim, o recall só foi oficializado agora, o que levanta questionamentos sobre a demora na comunicação.
Para reduzir riscos enquanto as substituições não são concluídas, a Tesla está limitando remotamente a carga das baterias afetadas. Em sistemas conectados, a empresa esvaziou a energia armazenada para impedir aumento de temperatura. Cada cliente receberá uma unidade nova sem custo, processo que deve ser concluído gradualmente.
A orientação é que os consumidores mantenham seus Powerwalls online e acompanhem no aplicativo oficial se sua unidade está incluída. A Tesla reforça que modelos mais recentes, como o Powerwall 3, não são afetados pelo defeito. A empresa também não revelou o nome do fornecedor responsável pelas células que apresentaram falha.
O caso surge em um momento de expansão da Tesla Energy, responsável por quase um quarto da receita total da empresa no fim do terceiro trimestre de 2025. Ainda assim, o impacto foi imediato no mercado financeiro: as ações caíram mais de 7% após o anúncio.
Com recalls já confirmados nos EUA e na Austrália, resta saber se a medida será estendida a outros países onde o Powerwall 2 também foi comercializado.


