Resumo da Notícia
O México deu um passo firme para proteger sua indústria nacional e reduzir a dependência de importações ao aprovar uma reforma ampla à Lei Geral de Impostos sobre Importações e Exportações (LIGIE). As novas tarifas, que entram em vigor nesta quinta-feira, atingem principalmente países asiáticos sem acordo de livre comércio, buscando fortalecer a produção interna.
A reforma, consolidando aumentos executivos anteriores de 2023 e 2024, estabelece tarifas permanentes sobre mais de 1.400 produtos, incluindo automóveis, autopeças, têxteis, plásticos e aço. As alíquotas variam de 5% a 50%, dependendo do setor, e formalizam medidas que antes eram temporárias.
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Entre os objetivos declarados pelo governo estão proteger empregos, incentivar a reindustrialização e aumentar o valor agregado nacional. Setores estratégicos como automotivo, têxtil, siderúrgico e de plásticos devem se beneficiar de maior proteção frente à concorrência estrangeira.
No setor automotivo, as mudanças são notáveis: veículos de passageiros e caminhões terão tarifas de 50%, enquanto autopeças e componentes recebem taxas que variam de 7% a 36%. A medida busca consolidar a cadeia produtiva local e reduzir vulnerabilidades trazidas por importações com preços subsidiados ou abusivos.
A presidente Claudia Sheinbaum e sua equipe enfatizam que as tarifas não têm alvo específico, apesar da maior parte das importações afetadas vir da China. Pequenos impactos em outros países asiáticos, como Coreia do Sul, Índia, Tailândia e Indonésia, também são esperados, gerando debates sobre protecionismo e comércio internacional.
A expectativa é que a arrecadação adicional chegue a US$ 3,76 bilhões no próximo ano, contribuindo para a redução do déficit fiscal mexicano. Além disso, o Ministério da Economia poderá adotar mecanismos legais para garantir o fornecimento de insumos essenciais de países sem acordos comerciais, mantendo a competitividade interna.
Especialistas alertam que empresas dependentes de importações terão que ajustar suas cadeias de suprimentos e revisar custos, enquanto analistas políticos veem a medida como uma estratégia para alinhar o México aos interesses dos Estados Unidos antes da próxima revisão do USMCA. A reforma, portanto, combina objetivos fiscais, industriais e estratégicos, com impacto duradouro na economia mexicana.

