Svolt anuncia bateria que impede fogo de atingir a cabine dos passageiros

Conheça a nova tecnologia Dragon Armor 3.0 da Svolt, que promete revolucionar a segurança em carros eletrificados com isolamento de fogo e maior autonomia.
Svolt anuncia bateria que impede fogo de atingir a cabine dos passageiros
Crédito da imagem: Svolt

Resumo da Notícia

A Svolt avança na corrida por baterias mais seguras e eficientes ao apresentar a Dragon Armor 3.0, uma evolução que mira diretamente um dos maiores receios dos carros eletrificados: a segurança térmica. A nova tecnologia propõe uma mudança estrutural profunda, com foco em proteção, autonomia e integração ao veículo.

O principal salto está no conceito inédito de “separação entre fogo e eletricidade”. Na prática, os terminais elétricos ficam fisicamente isolados dos canais de alívio de pressão, responsáveis pela liberação de gases e chamas em situações extremas, reduzindo riscos ao habitáculo.

Troca de bateria de Tesla Model S pode custar mais que o próprio carro
Crédito da imagem: Carscoops

Em caso de fuga térmica, a solução permite que o fogo seja expelido de forma direcional, sempre para baixo e para longe dos ocupantes. Segundo a Svolt, esse controle do fluxo de chamas representa um novo padrão de segurança para baterias automotivas.

A Dragon Armor 3.0 entrará em produção em massa com duas configurações: 86 kWh, voltada a híbridos plug-in, e 115 kWh para veículos 100% elétricos. No conjunto menor, a autonomia cresce mais de 10%, superando os 400 km em modo elétrico.

A nova geração também combina tecnologia de estado líquido-sólido, elevando em 8 °C a temperatura de autoaquecimento das células. Houve ainda ganho de 10% na margem de segurança, aumento de 5 °C no início da fuga térmica e queda de 25% na probabilidade desse evento.

Outro destaque é a compatibilidade com células quadradas e integração CTC/CTB, que conecta diretamente a bateria ao chassi ou à carroceria. O desenho separa caminhos térmicos e elétricos, com o polo positivo de um lado e o alívio de pressão do outro.

Mesmo mantendo o mesmo tamanho externo do pacote, a capacidade total cresce entre 7% e 10%. A célula ficou 5 mm mais alta, com a parte superior preparada para impactos e a inferior dedicada à dissipação de pressão e à proteção em colisões.

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.