Stellantis confirma paralisação da produção de carros em Poissy até 2029

Stellantis confirma paralisação da produção de carros na fábrica de Poissy, França, até 2029. Saiba mais sobre os investimentos em novas tecnologias e o futuro da unidade.
Stellantis confirma paralisação da produção de carros em Poissy até 2029
Crédito da imagem: Stephanie Lecocq

Resumo da Notícia

  • Stellantis anunciou que deixará de produzir carros novos na fábrica de Poissy, França, em até quatro anos.
  • A decisão visa ajustar a capacidade produtiva na Europa e reflete a queda na demanda pós-pandemia.
  • A produção de modelos como DS 3 e Opel Mokka será encerrada na unidade.
  • A Stellantis investirá cerca de 100 milhões de euros para transformar Poissy em um polo de impressão 3D, recondicionamento e reciclagem de veículos.
  • O número de funcionários na fábrica deve cair de 1.600 para cerca de 1.200 até 2030.
  • A fábrica, com trajetória desde os anos 1940, passará por uma adaptação significativa em seu modelo industrial.
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A reestruturação da indústria automotiva na Europa ganhou mais um capítulo relevante nesta semana, com a Stellantis redesenhando o futuro de uma de suas fábricas históricas na França. Em meio a mudanças no mercado e pressão competitiva, a empresa prepara uma virada estratégica que envolve redução de produção e novos usos para a unidade. O movimento reflete um cenário mais amplo de transformação no setor.

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A montadora confirmou que deixará de produzir carros novos na planta de Poissy, nos arredores de Paris, dentro de um prazo estimado entre três e quatro anos. A decisão faz parte de um plano maior para ajustar sua capacidade produtiva na Europa, onde a demanda ainda não voltou aos níveis registrados antes da pandemia. O excesso de fábricas ociosas virou um desafio persistente.

Stellantis confirma paralisação da produção de carros em Poissy até 2029
Crédito da imagem: Stellantis
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O cronograma interno aponta que o encerramento da produção deve ocorrer por volta de 2028, embora a data definitiva ainda dependa de validações futuras. A comunicação foi feita diretamente aos sindicatos durante reuniões recentes. A medida marca uma mudança significativa no papel da unidade dentro da estrutura do grupo.

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Atualmente, cerca de 1.600 funcionários trabalham na fábrica, mas esse número deve cair para aproximadamente 1.200 até 2030. A redução está ligada, principalmente, ao envelhecimento da força de trabalho. Ao mesmo tempo, a empresa prevê a criação de novos postos voltados a atividades diferentes das atuais.

A Stellantis pretende investir cerca de 100 milhões de euros para transformar o local em um polo voltado a novas frentes industriais. Entre elas estão a impressão 3D de peças, o recondicionamento e a reciclagem de veículos usados. A ideia é manter a relevância da planta mesmo sem a produção de carros completos.

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Com a mudança, modelos como o DS 3 e o Opel Mokka deixarão de ser fabricados em Poissy até o fim da década. Após esse período, a unidade seguirá operando, mas focada na produção de componentes para outras fábricas do grupo. Trata-se de uma adaptação ao novo desenho industrial.

Os números recentes ajudam a explicar a decisão. A produção da planta vem caindo de forma consistente e deve atingir cerca de 68 mil unidades em 2026 e 65 mil em 2027. É uma queda expressiva frente aos mais de 145 mil veículos registrados em 2023, evidenciando a perda de ritmo da operação.

O contexto externo também pesa. A crescente presença de montadoras chinesas com preços mais competitivos e a transição mais lenta do que o esperado para carros elétricos afetaram os resultados. Esse cenário levou a empresa a reconhecer uma baixa contábil bilionária no início do ano, pressionando ainda mais sua estratégia. A guerra de preços na China também impacta o setor.

A fábrica de Poissy carrega uma longa trajetória, iniciada ainda na década de 1940, quando foi construída pela Ford e posteriormente passou por Chrysler e Peugeot até integrar a Stellantis. No auge, nos anos 1970, chegou a empregar quase 27 mil pessoas e produzir meio milhão de carros por ano. Agora, entra em uma nova fase, distante de seu passado industrial.

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