Resumo da Notícia
A Stellantis alcançou um marco importante no Polo Automotivo de Betim, em Minas Gerais, ao chegar à produção de 17 milhões de transmissões. O resultado reforça o peso da unidade na estratégia do grupo e sua relevância no cenário automotivo da América do Sul. Mais do que um número, o feito simboliza décadas de evolução industrial e tecnológica.
A história desse polo começou em 1976, junto com a chegada da fábrica da Fiat ao Brasil. Naquele período, as primeiras transmissões eram destinadas ao Fiat 147, um modelo simples que marcou o início da produção local. Desde então, a unidade passou por transformações profundas, acompanhando o avanço da indústria automotiva, como a Fiat Doblò que celebra 25 anos.
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Ao longo de quase 50 anos, a produção evoluiu de forma contínua, incorporando novas tecnologias e ampliando sua capacidade. O que antes atendia apenas veículos compactos hoje abastece modelos de diferentes categorias das marcas Fiat, Peugeot e Citroën. Essa expansão reforça a importância estratégica da planta para o grupo.
O complexo de Betim se consolidou como um dos principais centros industriais da Stellantis, reunindo processos modernos e alta especialização. A estrutura dedicada à produção de transmissões ocupa cerca de 41 mil metros quadrados e integra etapas como usinagem, tratamento térmico e montagem. A operação é altamente eficiente e voltada à qualidade.
Atualmente, a unidade conta com cerca de 600 colaboradores diretamente envolvidos na produção. A capacidade diária ultrapassa 1.600 transmissões manuais, com destaque para o câmbio C-513, utilizado em modelos como Fiat Strada, que bateu recorde e liderou o mercado, Pulse, Argo, Mobi, Cronos e Fiorino, além de veículos da Peugeot e Citroën. É uma peça central para o desempenho desses automóveis.
A escala da operação também impressiona pelos números acumulados ao longo dos anos. Já foram processadas cerca de 204 mil toneladas de aço, 32 mil de ferro fundido e 15 mil de alumínio, além de mais de 425 milhões de peças usinadas. Esse volume evidencia a robustez e a complexidade do sistema produtivo.
Além das transmissões, Betim também se destaca na produção de motores, incluindo as famílias Firefly e GSE Turbo, além de tecnologias híbridas leves já aplicadas em alguns modelos. Com investimentos previstos e a proximidade dos 50 anos de operação, o polo segue como peça-chave para o futuro da Stellantis no Brasil e na região.

