Resumo da Notícia
Em meio à nova disparada nos preços dos combustíveis em diferentes regiões do país, o debate político ganhou um tom inesperado neste fim de semana. O senador Cleitinho Azevedo, conhecido por fazer oposição ao governo federal, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é responsável direto pela recente alta registrada em alguns postos. A declaração chamou atenção por romper a lógica de acusações imediatas que costuma dominar o debate nas redes sociais.
Em vídeo divulgado neste domingo (15), gravado em frente a um posto de combustíveis, o parlamentar disse que não houve anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras. Segundo ele, a estatal não alterou os preços recentemente, o que levanta dúvidas sobre os aumentos observados nas bombas. Para o senador, distribuidoras e revendedores estariam elevando os valores sem uma justificativa clara.

Durante a gravação, Cleitinho afirmou que alguns estabelecimentos têm usado o conflito no Oriente Médio como argumento para reajustar os preços. No entanto, na avaliação do senador, a guerra ainda não teria provocado impacto direto no valor dos combustíveis no Brasil. “Sou oposição ao Lula, mas não ao Brasil. Quero ser justo aqui”, declarou.
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O parlamentar também destacou que, em várias cidades, a gasolina já ultrapassa a marca de R$ 7 por litro, enquanto o diesel chega a mais de R$ 8. Para ele, aumentos desse tipo acabam penalizando diretamente o consumidor. Cleitinho classificou a situação como uma “covardia” contra a população.
Além das críticas ao setor de distribuição e revenda, o senador disse ter encaminhado uma representação ao Ministério Público Federal. O objetivo é pedir investigação sobre possíveis reajustes abusivos praticados por distribuidoras e postos. Segundo ele, se houver espaço para elevar os preços, também deve haver margem para reduzi-los.
Outro ponto levantado pelo parlamentar envolve a política tributária sobre combustíveis. Cleitinho lembrou que o governo federal decidiu zerar impostos como PIS e Cofins sobre o diesel, medida adotada para aliviar o custo do combustível. Para ele, ações semelhantes poderiam ser adotadas também pelos estados.
Por isso, o senador lançou um desafio aos governadores de todo o país para que reduzam o ICMS cobrado sobre gasolina e diesel. Na avaliação do pré-candidato ao governo de Minas Gerais, a soma de medidas federais e estaduais poderia ajudar a conter novas altas. Enquanto isso, ele defende mais fiscalização sobre a cadeia de distribuição para evitar aumentos injustificados nas bombas.
