Senador sai em defesa de Lula e atribui alta dos combustíveis aos postos

Senador Cleitinho Azevedo questiona alta dos combustíveis, isentando Lula e apontando distribuidoras e revendedoras. Pede investigação do MPF.
Senador sai em defesa de Lula e atribui alta dos combustíveis aos postos
Crédito da imagem: Redes sociais/Reprodução

Resumo da Notícia

  • Senador Cleitinho Azevedo defende o presidente Lula, atribuindo a alta dos combustíveis a distribuidoras e postos, e não ao governo federal.
  • Azevedo afirma que a Petrobras não anunciou reajustes recentes, levantando suspeitas sobre os aumentos observados nos preços.
  • O parlamentar critica o uso do conflito no Oriente Médio como justificativa para a elevação dos preços, considerando o impacto ainda incerto no Brasil.
  • Ele destaca que a gasolina ultrapassa R$ 7 e o diesel R$ 8 em algumas regiões, classificando a situação como 'covardia' contra o consumidor.
  • O senador protocolou representação no Ministério Público Federal para investigar possíveis reajustes abusivos por parte de distribuidoras e revendedores.
  • Azevedo também desafia governadores a reduzirem o ICMS sobre combustíveis, sugerindo uma ação conjunta com medidas federais para conter a alta.
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Em meio à nova disparada nos preços dos combustíveis em diferentes regiões do país, o debate político ganhou um tom inesperado neste fim de semana. O senador Cleitinho Azevedo, conhecido por fazer oposição ao governo federal, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é responsável direto pela recente alta registrada em alguns postos. A declaração chamou atenção por romper a lógica de acusações imediatas que costuma dominar o debate nas redes sociais.

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Em vídeo divulgado neste domingo (15), gravado em frente a um posto de combustíveis, o parlamentar disse que não houve anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras. Segundo ele, a estatal não alterou os preços recentemente, o que levanta dúvidas sobre os aumentos observados nas bombas. Para o senador, distribuidoras e revendedores estariam elevando os valores sem uma justificativa clara.

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Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação
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Durante a gravação, Cleitinho afirmou que alguns estabelecimentos têm usado o conflito no Oriente Médio como argumento para reajustar os preços. No entanto, na avaliação do senador, a guerra ainda não teria provocado impacto direto no valor dos combustíveis no Brasil. “Sou oposição ao Lula, mas não ao Brasil. Quero ser justo aqui”, declarou.

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O parlamentar também destacou que, em várias cidades, a gasolina já ultrapassa a marca de R$ 7 por litro, enquanto o diesel chega a mais de R$ 8. Para ele, aumentos desse tipo acabam penalizando diretamente o consumidor. Cleitinho classificou a situação como uma “covardia” contra a população.

Além das críticas ao setor de distribuição e revenda, o senador disse ter encaminhado uma representação ao Ministério Público Federal. O objetivo é pedir investigação sobre possíveis reajustes abusivos praticados por distribuidoras e postos. Segundo ele, se houver espaço para elevar os preços, também deve haver margem para reduzi-los.

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Outro ponto levantado pelo parlamentar envolve a política tributária sobre combustíveis. Cleitinho lembrou que o governo federal decidiu zerar impostos como PIS e Cofins sobre o diesel, medida adotada para aliviar o custo do combustível. Para ele, ações semelhantes poderiam ser adotadas também pelos estados.

Por isso, o senador lançou um desafio aos governadores de todo o país para que reduzam o ICMS cobrado sobre gasolina e diesel. Na avaliação do pré-candidato ao governo de Minas Gerais, a soma de medidas federais e estaduais poderia ajudar a conter novas altas. Enquanto isso, ele defende mais fiscalização sobre a cadeia de distribuição para evitar aumentos injustificados nas bombas.

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