A Dongfeng Nissan, parceria da Nissan na China, surpreendeu ao receber mais de 17 mil pedidos firmes do sedã elétrico N7 em apenas 35 dias. O sucesso é atribuído, principalmente, ao preço inicial competitivo de 119.900 yuans (cerca de US$ 16.650).
O N7 foi lançado em 27 de abril com cinco versões: 510 Air, 510 Pro, 625 Pro, 510 Max e 625 Max. Os preços variam de RMB 119.900 a RMB 149.900. A boa aceitação do modelo pode representar uma retomada das joint ventures estrangeiras no concorrido mercado chinês de carros elétricos.
Segundo um executivo da Dongfeng Nissan, 96,6% dos pedidos já tiveram a configuração escolhida pelos clientes, o que mostra um alto nível de comprometimento. Os pedidos são considerados firmes por exigirem sinal não reembolsável, embora algumas marcas ainda ofereçam um curto período de desistência.
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O modelo é baseado na nova plataforma Tianyan e traz medidas generosas: 4,93 m de comprimento, 1,89 m de largura e 2,91 m de entre-eixos, garantindo um bom espaço interno.
A autonomia varia de 510 a 625 km, dependendo da versão. Os modelos de 510 km usam bateria LFP de 58 kWh, enquanto os de 625 km contam com bateria de 73 kWh. Todas as versões têm carregamento rápido de 10% a 80% em apenas 19 minutos.
Outro destaque é o recurso de saída de energia externa, com potência de até 6,6 kW, útil para alimentar outros equipamentos. Diferente da maioria dos elétricos de motor único, o N7 adota tração dianteira em todas as versões.
O sedã também chama atenção por ter sido totalmente desenvolvido por engenheiros chineses da Dongfeng Nissan, com foco nas preferências locais — uma estratégia essencial para competir com marcas chinesas já consolidadas. Em contrapartida, a Toyota aumentará produção de híbridos plug-in, indicando diferentes abordagens no mercado.
Esse movimento reforça o esforço das montadoras japonesas para se manterem relevantes no mercado chinês, dominado por empresas locais como BYD e Nio. Inclusive, outras montadoras enfrentam desafios, como a Neta Auto, que enfrenta crise com perdas.
