São Paulo avalia isenção de IPVA para motos de até 150 cilindradas

O governo paulista anunciou uma medida para beneficiar proprietários de motos de até 150 cilindradas, oferecendo isenção do Imposto de Proteção de Veículos Automotores (IPVA).
São Paulo avalia isenção de IPVA para motos de até 150 cilindradas
Crédito da imagem: Honda

Resumo da Notícia

O governo paulista decidiu mexer em um tema sensível para quem vive sobre duas rodas: o custo de manter uma motocicleta em circulação. Em meio ao avanço das motos como principal meio de transporte e trabalho, o Estado propôs uma mudança que pode aliviar o bolso de milhões de famílias e redesenhar a política tributária sobre o setor.

Encaminhado à Assembleia Legislativa em regime de urgência, o projeto de lei prevê a isenção total do IPVA para motocicletas, motonetas e ciclomotores de até 150 cilindradas, desde que registrados em nome de pessoas físicas. A proposta atinge diretamente a base da pirâmide da frota paulista, onde estão os modelos mais usados no dia a dia urbano.

São Paulo avalia isenção de IPVA para motos de até 150 cilindradas
Crédito da imagem: Divulgação

Segundo cálculos do próprio governo, cerca de 2,4 milhões de veículos seriam beneficiados, o equivalente a 53% de todas as motos em circulação no Estado. A leitura oficial é clara: a medida foi desenhada para quem depende da motocicleta como instrumento de trabalho, especialmente entregadores, autônomos e prestadores de serviço.

Se aprovada, a nova regra passa a valer a partir de de janeiro de 2026 e altera a Lei13.296/2008, que rege a cobrança do imposto em São Paulo. Para ter direito ao benefício, o veículo deverá estar com registro e licenciamento em dia, o que também funciona como incentivo à regularização da frota.

O governador Tarcísio de Freitas tem reforçado o caráter social da proposta, ao afirmar que a motocicleta deixou de ser apenas um meio de locomoção e se tornou peça central na geração de renda. O Palácio dos Bandeirantes sustenta que o impacto fiscal é controlado e não compromete o equilíbrio das contas públicas.

Apesar do alcance amplo, o corte técnico estabelecido em 150 cc cria um efeito colateral relevante. Motos de 160 cilindradas, hoje as mais vendidas do país, ficam fora da isenção, como a Honda CG 160 e scooters populares como PCX 160 e NMax 160, todas acima do limite definido no texto.

O projeto se apoia na Resolução PRS 3/2019 do Senado, que autorizou os estados a zerarem o IPVA para motos de até 170 cc, mas deixou a decisão final a cargo de cada governo estadual. São Paulo optou por um teto mais conservador, diferente de unidades da federação que já adotam critérios mais amplos.

A proposta agora aguarda análise e votação na Alesp, sem prazo fechado para conclusão. Caso seja aprovada, a isenção não exigirá cadastro prévio e valerá automaticamente para veículos regulares, reforçando uma tendência nacional de tratar a motocicleta não como luxo, mas como ferramenta essencial da mobilidade moderna.

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