Resumo da Notícia
A indústria automotiva chinesa começa a dar um novo passo ao unir automação avançada e inteligência artificial em suas fábricas. A SAIC-GM passou a utilizar robôs humanoides na produção de baterias da Buick, sinalizando uma mudança importante na forma como veículos e componentes são fabricados. O movimento reforça a busca por mais eficiência e precisão nas linhas industriais.
O projeto ganhou forma com o robô “Nengzai nº 1”, desenvolvido em parceria com a startup Agibot, de Xangai. Diferente dos modelos bípedes tradicionais, ele utiliza um chassi com rodas, o que facilita sua mobilidade dentro da fábrica. Atualmente, ele já atua diretamente na produção do modelo Buick Electra E7.
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Esse SUV híbrido plug-in faz parte da nova estratégia da marca e foi anunciado pela Buick para chegar ao mercado chinês no primeiro trimestre. Construído sobre a arquitetura Xiao Yao, o modelo mede 4.850 mm de comprimento e aposta em um conjunto voltado para eficiência e autonomia. Segundo a fabricante, pode ultrapassar os 1.600 km com tanque e bateria cheios.
Na linha de produção, o robô chama atenção pela velocidade e precisão. Ele é capaz de operar com um tempo médio de cerca de dois segundos por peça, acompanhando o ritmo da fabricação em larga escala. Além disso, realiza tarefas como pegar e transportar células de bateria com consistência e agilidade.
O “Nengzai nº 1” conta com sistemas avançados de percepção visual e coordenação de movimentos. Isso permite que ele identifique materiais automaticamente e defina rotas de atuação sem depender de comandos pré-programados, tornando o processo mais flexível e inteligente.
Outro destaque é o nível de precisão: o robô alcança uma margem de erro de apenas 0,1 milímetro em suas operações. Ao mesmo tempo, ocupa menos de 15% do espaço exigido por estações automatizadas tradicionais, o que otimiza o uso da área nas fábricas.
A SAIC-GM já sinaliza que essa é apenas a primeira etapa. A empresa pretende ampliar o uso de robôs tanto sobre rodas quanto modelos bípedes, testando aplicações em logística e outros setores. A iniciativa, apoiada pela Agibot, envolve mais de cem estações de trabalho avaliadas antes da escolha da produção de baterias como campo inicial.

