Rodovias federais registram alta mortalidade: 400 mortos e 5 mil feridos em 20 dias

Rodovias federais registram alta mortalidade com 400 mortos e 5 mil feridos em 20 dias. Operação Rodovida aponta média diária de 20 óbitos.
Rodovias federais registram alta mortalidade: 400 mortos e 5 mil feridos em 20 dias
Crédito da imagem: Polícia Rodoviária Federal

Resumo da Notícia

O trânsito nas rodovias brasileiras segue deixando um rastro preocupante de mortes e feridos, mesmo com operações especiais durante o período de festas. Entre 16 de dezembro e 4 de janeiro, os acidentes somaram pelo menos mil mortos e quase 10 mil feridos, incluindo tanto rodovias federais quanto estaduais. Especialistas alertam que os números ainda podem crescer após a contabilização completa dos óbitos pós-acidente.

Nas rodovias federais, os primeiros 20 dias da Operação Rodovida registraram cerca de 5 mil feridos e aproximadamente 400 mortes no local, com média diária de 20 óbitos — número superior à média de 17 mortes diárias de 2024. Considerando os feridos que evoluem para óbito em até 30 dias, o total estimado chega a 650 mortes nesse período inicial.

Rodovias federais registram alta mortalidade: 400 mortos e 5 mil feridos em 20 dias
Crédito da imagem: Polícia Rodoviária Federal

Durante a Operação Natal, entre 23 e 28 de dezembro, foram contabilizados 1.196 acidentes, 111 mortos e 1.347 feridos. Já na Operação Ano Novo, de 30 de dezembro a 4 de janeiro, a PRF registrou 1.152 sinistros, 109 óbitos e 1.315 feridos, reforçando a gravidade do trânsito no fim de ano.

Segundo Rodolfo Rizzotto, coordenador do SOS Estradas, balanços curtos não mostram a dimensão real do problema. “Nossa estimativa de 500 mortos foi superada em pelo menos 20%, e esse número dobra ao incluir rodovias estaduais. Entre 16 de dezembro e 4 de janeiro, ao menos mil pessoas perderam a vida e quase 10 mil ficaram feridas no país”, afirma.

Nos estados, o cenário não é menos preocupante. Em São Paulo, apenas nas rodovias estaduais, foram registradas 37 mortes em quatro dias, média equivalente à metade das mortes diárias nas federais. A falta de inclusão de dias críticos, como 29 de dezembro e 5 de janeiro, também prejudica a avaliação completa do impacto do trânsito nas festas.

No Piauí, o balanço anual de 2025 mostrou avanços na segurança viária, com redução de sinistros graves (3,68%) e mortes (1,75%) em relação a 2024. Foram registrados 1.487 acidentes, 602 graves, 1.685 feridos e 168 óbitos, resultado de fiscalização orientada por dados e ações preventivas em trechos críticos.

A fiscalização também priorizou condutas de risco: ultrapassagens proibidas, não uso de capacete ou cinto e veículos sem licença. Durante a Operação Ano Novo, mais de 2.700 pessoas e 2.200 veículos foram fiscalizados, com quase 1.800 testes de alcoolemia e centenas de autos de infração aplicados para prevenir acidentes graves.

O combate ao crime nas rodovias do Piauí apresentou resultados recordes, com apreensão de 2,5 toneladas de drogas — aumento de 47,6% em relação a 2024. Ações baseadas em inteligência e monitoramento de corredores estratégicos reforçam a integração entre segurança viária e repressão qualificada ao tráfico.

Os números nacionais e estaduais deixam claro que, apesar dos esforços da PRF e demais órgãos, os feriados continuam sendo períodos de alto risco. Especialistas reforçam a necessidade de operações mais amplas e contínuas, combinadas com educação e fiscalização, para reduzir vítimas e tornar o trânsito brasileiro mais seguro.

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.