Resumo da Notícia
A Renault decidiu revisitar seu próprio passado para redesenhar o futuro de seu acervo histórico, e esse movimento ganhou forma em um leilão que promete transformar raridades automotivas em peças de colecionador ao alcance do público. O evento, conduzido pela Artcurial, reúne conceitos excêntricos, carros de competição, estudos de engenharia e até monopostos de Fórmula 1, oferecendo uma visão ampla da criatividade acumulada pela marca ao longo de mais de um século.
O catálogo reúne 100 veículos e outros 100 lotes de memorabilia, criando a sensação de que parte de um museu foi transferida para um único salão. Protótipos dos anos 2000, do inusitado Operandi à picape Trafic Deck’Up, dividem espaço com experimentos elétricos, minimonopostos da década de 1970 e modelos que anteciparam projetos como Clio, Modus e Twingo.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
Há ainda criações internas tão improváveis quanto autênticas, como o Clio de seis rodas montado por aprendizes da fábrica de Flins, ou versões elétricas originais de R4, R5 e Twingo. Muitas dessas peças nunca poderiam rodar legalmente nas ruas, mas mantêm um valor histórico inquestionável para colecionadores atentos.
O leilão também celebra o passado de competição da Renault, reunindo desde carros reserva das 24 Horas de Le Mans — como o Alpine A442 — até raridades pilotadas por nomes como Carlos Tavares. O visitante encontra lado a lado carros de rali, endurance, protótipos de pista e séries especiais que ajudaram a moldar a identidade esportiva da marca.
Os monopostos de Fórmula 1 formam um capítulo à parte. Entre os destaques está o RE40 guiado por Alain Prost em 1983, além de chassi pilotado por René Arnoux e Eddie Cheever. A estrela do conjunto, porém, é o Williams-Renault FW19 de 1997, carro que levou Jacques Villeneuve ao título mundial e deve alcançar cifras milionárias.
A diversidade chama atenção também nos modelos históricos do início do século XX, como réplicas dos Types A, D e G. Esses exemplares convivem com protótipos que buscaram imaginar o transporte urbano do futuro, como o Operandi, e com experimentos híbridos e elétricos que pavimentaram conceitos usados décadas depois.
Entre as peças mais imprevisíveis estão veículos comerciais convertidos para aventuras fora de estrada, como o Kangoo Break-Up e a picape Trafic Deck’Up. Há também conversões blindadas, como o Renault 25 Limousine da Heuliez, e modelos de cinema, caso do Renault 21 de “Lévy e Golias”, transformado em uma espécie de limusine multifacetada.
Além dos automóveis completos, o leilão oferece um conjunto expressivo de memorabilia: motores reserva da Fórmula 1 dos anos 1990, capacete e sapatilhas de Fernando Alonso, maquetes aerodinâmicas e peças raras que documentam a engenharia esportiva da marca. Para muitos colecionadores, são itens tão cobiçados quanto os carros.
A iniciativa faz parte da reorganização do acervo histórico da Renault, que pretende preservar 600 modelos emblemáticos e criar, até 2027, um novo centro de exposições em Flins-sur-Seine. Para isso, a marca decidiu vender duplicatas e liberar espaço para a próxima fase de sua preservação. Os itens ficam expostos entre 4 e 6 de dezembro, e serão leiloados no dia 7, perto de Paris, com participação presencial e online.



