Resumo da Notícia
O mercado brasileiro de picapes vive um momento de ebulição, impulsionado pela demanda por veículos robustos, versáteis e cada vez mais confortáveis. É nesse cenário que a Ram recoloca a Dakota em cena, apostando no peso do nome, no prestígio da marca e em um pacote que tenta equilibrar trabalho duro e status urbano.
A nova Ram Dakota estreia em março, produzida na Argentina, e marca oficialmente a entrada da marca no segmento das picapes médias no Brasil. São duas versões, Warlock e Laramie, posicionadas acima da Fiat Titano e com preços que a colocam diretamente no radar de Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger.
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Embora carregue um nome histórico, a Dakota atual nasce de um projeto global da Stellantis. Divide chassi e conjunto mecânico com a Titano, ambos derivados da chinesa Changan Hunter, mas recebe ajustes próprios em acabamento, suspensão e calibração, numa tentativa clara de se diferenciar da “irmã” italiana.
Sob o capô, não há surpresas: o conhecido motor 2.2 turbodiesel entrega 200 cv e 45,9 kgfm, sempre combinado ao câmbio automático de oito marchas e à tração 4×4 com acionamento automático. O conjunto privilegia respostas em baixa rotação e bom controle fora de estrada, algo essencial para o público do segmento.
A prova de fogo aconteceu longe do asfalto perfeito. Em cerca de 1.200 km pelo Pantanal e Cerrado, a Dakota encarou lama, terra, chuva e pisos irregulares sem apresentar ruídos estruturais ou perda de eficiência. A suspensão mais macia no início do curso garante rodar confortável, mesmo em terrenos castigados.
No uso rodoviário, o comportamento lembra mais um SUV grande do que uma picape tradicional. A posição elevada ao volante, o bom isolamento acústico e a estabilidade em velocidades de cruzeiro reforçam a proposta de uso misto, entre viagens longas e rotinas urbanas.
Visualmente, a Dakota aposta em identidade forte. A dianteira com faróis full LED, grade imponente e capô alto reforça o DNA Ram, enquanto detalhes exclusivos ajudam a disfarçar o parentesco com a Titano. Na traseira, o grande logotipo cumpre bem o papel de assinatura visual.
Por dentro, o acabamento é superior ao da Fiat, com materiais mais macios e combinação de cores bem resolvida, especialmente na Laramie. As telas integradas de 7 e 12,3 polegadas concentram funções e conectividade, embora sofram com reflexos e resolução apenas razoável.
Cara, a Ram Dakota não pretende reinventar a roda, mas entregar mais refinamento, tecnologia e imagem em uma base já conhecida. O nome ajuda, o pacote convence e o preço tenta ser competitivo. Se isso será suficiente para desbancar rivais históricas, o mercado dará a resposta.



