Resumo da Notícia
A chegada da nova Ram Dakota marca um capítulo importante na estratégia industrial da Stellantis na América do Sul. A picape será produzida no Polo Automotivo de Córdoba, na Argentina, e representa não apenas a estreia da marca Ram no país, mas também um avanço na consolidação da planta como polo estratégico regional. A medida reforça a integração com fornecedores locais, gera empregos e posiciona a unidade de Ferreyra no mapa global da companhia.
Cotada para chegar ao Brasil em 2026, a Dakota foi oficialmente apresentada em 13 de outubro, confirmando rumores e flagras recentes. O modelo compartilha base, motorização e parte da linha de montagem com a Fiat Titano, mas aposta em maior refinamento, acabamento superior e uma identidade visual mais próxima das picapes norte-americanas da marca.
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Visualmente, a nova picape adota o estilo do conceito Dakota Nightfall, revelado em agosto. A dianteira exibe grade imponente com o nome “RAM” vazado, faróis full LED e capô com tomadas de ar funcionais. Atrás, a tampa da caçamba traz a assinatura da marca em destaque, enquanto as lanternas exibem desenho exclusivo que remete à bandeira dos EUA.
A Stellantis destinou cerca de R$ 2 bilhões ao projeto, com previsão de gerar 1.800 empregos — metade deles para mulheres —, em um modelo de crescimento que valoriza diversidade e inclusão. A nova linha também prevê a produção local do motor 2.2 turbodiesel Multijet, ampliando a capacidade industrial e a competitividade regional.
Sob o capô, a Dakota carrega o conhecido propulsor 2.2 turbodiesel de quatro cilindros, com 200 cv e 45 kgfm de torque. A transmissão será automática de oito marchas (ZF) e a tração 4×4 deverá ser padrão no Brasil. Trata-se do mesmo conjunto presente em outros modelos da Stellantis, como Toro, Rampage e Commander.
Por dentro, a picape aposta em sofisticação: acabamento emborrachado, telas amplas para painel digital e multimídia, bancos com couro e suede, além de ajustes elétricos. O volante multifuncional ostenta o emblema do carneiro, reforçando o DNA Ram. A versão Warlock, uma das opções intermediárias, promete visual robusto e equipamentos generosos.
O lançamento da Dakota tem papel estratégico entre a Ram Rampage e a Ram 1500, posicionando-se na faixa de picapes médias. Com isso, a marca entra na disputa direta com Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10 — um dos segmentos mais competitivos do mercado sul-americano.
Internamente chamada de “projeto KP2”, a Dakota dividirá a linha de montagem com a Titano (projeto KP1). A semelhança entre os modelos é visível na carroceria, mudando basicamente grade, para-choques e acabamentos. A Stellantis planeja aproveitar a eficiência produtiva para impulsionar exportações e fortalecer sua posição regional.
Durante a apresentação, executivos destacaram que o projeto vai além do lançamento de um veículo: trata-se de um motor de desenvolvimento industrial para a Argentina, com fornecedores reativados, empregos qualificados e ambição global. A estratégia também fortalece a marca Ram no Brasil, país que lidera as vendas da marca na América do Sul.
Na prática, a Dakota se apoia no sucesso da Titano, que hoje custa entre R$ 233 mil e R$ 286 mil, e abre espaço para um degrau acima no portfólio — mirando a faixa dos R$ 300 mil. Com essa combinação de refinamento, robustez e estratégia industrial, a Stellantis aposta em transformar Córdoba em um centro de produção de picapes de classe mundial.

