Resumo da Notícia
O setor de motocicletas começou 2026 acelerando forte no Brasil. Embaladas pela demanda por mobilidade ágil e trabalho por aplicativo, as fábricas operaram em ritmo intenso já em janeiro. O resultado foi um início de ano que não se via há quase duas décadas.
Dados da Abraciclo mostram que saíram das linhas do Polo Industrial de Manaus 184.443 motocicletas no primeiro mês do ano. É o melhor desempenho para janeiro desde 2008. Na comparação anual, o crescimento foi de 11%, sinal claro de fôlego renovado.
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Em relação a dezembro, tradicionalmente mais fraco por causa das férias coletivas, o salto foi ainda mais expressivo: 42,2%. Segundo o presidente da entidade, Marcos Bento, as montadoras trabalharam com produção plena. Para ele, o desempenho confirma as expectativas positivas para 2026.
As motos Street puxaram a fila, com 95.732 unidades e mais da metade do volume total. Na sequência vieram as Trail, motonetas e scooters. Segmentos de maior valor agregado, como Big Trail, Sport e Naked, também avançaram acima da média.
No recorte por cilindrada, o domínio segue com as motos de até 160 cm³, que responderam por 78,5% da produção. As médias cilindradas ficaram com 18,8%, enquanto as de alta representaram 2,7%. O perfil mostra que o consumidor ainda prioriza modelos acessíveis e econômicos.
No varejo, o ritmo foi igualmente forte. Janeiro registrou 178.562 emplacamentos, alta de 17,5% sobre o mesmo mês de 2025 e recorde histórico para o período. A média diária foi de 8.503 unidades, com Sudeste e Nordeste liderando as vendas.
As exportações também cresceram, somando 3.267 unidades enviadas ao exterior, 16,4% acima de um ano antes. Para 2026, a Abraciclo projeta produção de 2,07 milhões de motos e vendas de 2,3 milhões de unidades no mercado interno. Se as estimativas se confirmarem, o setor consolidará mais um ano de expansão consistente.

