Primeiro carro elétrico da Ferrari deve custar cerca de R$ 3 milhões

A Ferrari prepara o lançamento do Luce, seu primeiro supercarro elétrico. Com 1.000 cv e foco em exclusividade, o modelo deve custar cerca de R$ 3 milhões.
Primeiro carro elétrico da Ferrari deve custar cerca de R$ 3 milhões
Crédito da imagem: Ferrari

Resumo da Notícia

  • A Ferrari está prestes a lançar o Luce, seu primeiro supercarro 100% elétrico.
  • O modelo será posicionado no topo da gama, superando o preço do Purosangue.
  • O valor estimado é de 550 mil euros, mantendo a estratégia de exclusividade da marca.
  • O veículo entrega mais de 1.000 cavalos de potência e autonomia de 530 km.
  • O design interno mistura tecnologia digital com comandos físicos clássicos.
  • A marca busca provar que a emoção Ferrari sobrevive à transição para a eletricidade.
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A Ferrari entra em uma nova era sem abrir mão do que a tornou desejada: exclusividade, desempenho e emoção. Ao preparar o lançamento do Luce, seu primeiro supercarro totalmente elétrico, a marca italiana deixa claro que não pretende apenas acompanhar tendências, mas redefinir o próprio conceito de luxo sobre rodas.

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Com estreia prevista para o próximo mês, em Roma, o modelo já chega cercado de expectativa. Segundo informações do Bloomberg, o preço preliminar, na casa dos € 550 mil, posiciona o carro entre os mais caros da linha, acima inclusive do Purosangue, reforçando sua proposta de topo de gama.

A cifra, no entanto, ainda pode sofrer ajustes de até 10% para mais ou para menos. Mesmo assim, a estratégia é evidente: manter margens elevadas e preservar o caráter exclusivo da marca, uma diretriz defendida pelo CEO Benedetto Vigna.

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Essa escolha revela uma filosofia clara da Ferrari, que prefere valor ao volume. Em vez de ampliar produção, a empresa busca consolidar sua imagem entre clientes altamente seletivos, apostando na raridade como diferencial competitivo.

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O Luce também surge como um teste importante nesse cenário, especialmente diante das dúvidas sobre o valor de revenda de veículos elétricos. Para um público acostumado a ver seus carros valorizarem com o tempo, essa transição exige confiança.

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No interior, a Ferrari adota uma abordagem que mistura tradição e modernidade. O painel digital dialoga com o passado ao resgatar mostradores clássicos, enquanto a presença de botões físicos marca uma resposta às críticas sobre o excesso de comandos sensíveis ao toque.

O volante sintetiza essa filosofia. Leve, preciso e inspirado nos modelos de corrida dos anos 60, ele concentra funções essenciais de forma intuitiva, sem depender de telas, mantendo o foco total na experiência ao dirigir.

Sob o design elegante, o conjunto mecânico impressiona. São quatro motores elétricos que somam mais de 1.000 cavalos, garantindo tração integral, aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e autonomia que pode chegar a 530 km.

Ao revelar o Luce em etapas, a Ferrari constrói uma narrativa cuidadosa. Mais do que lançar um novo carro, a marca busca provar que sua essência pode evoluir — mostrando que, mesmo sem o ronco de um motor a combustão, ainda há espaço para paixão.

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