Resumo da Notícia
A chegada da GAC ao Brasil tem sido rápida e ambiciosa, mostrando que a marca não pretende ser apenas mais uma entre tantas. Em poucos meses, a fabricante ampliou sua linha, estruturou rede e já fala em produção local. Agora, aposta alto com o lançamento do GS3, mirando o coração do mercado nacional.
Mesmo com menos de um ano no país, a GAC adotou uma estratégia agressiva desde o início. Em maio de 2025, abriu concessionárias e apresentou cinco modelos de uma vez, entre elétricos, híbridos e agora um SUV a combustão. O movimento mostrou uma leitura clara do gosto do consumidor brasileiro.

O novo GAC GS3 surge como peça-chave nesse plano de expansão. Trata-se do sexto modelo da marca no Brasil e chega para disputar o segmento mais concorrido do país, o de SUVs compactos. A ideia é brigar diretamente com nomes consolidados, apostando em preço competitivo e bom pacote de equipamentos.
Para atrair clientes logo de início, o modelo foi lançado com preços promocionais. A versão de entrada Premium partiu de R$ 129.990 nas primeiras unidades, enquanto a Elite custa R$ 159.990. Após a pré-venda, o valor inicial sobe, mas ainda se mantém competitivo dentro da categoria.
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Importado da China neste primeiro momento, o GS3 já tem futuro definido por aqui. A GAC anunciou parceria com a HPE Automotores para produção nacional a partir de 2027, com meta de 50 mil veículos por ano. O próprio GS3 deve ser o primeiro a sair da linha brasileira.
No visual, o SUV chama atenção pelo estilo ousado, com linhas geométricas e recortes marcantes. A dianteira tem iluminação em LED e elementos angulosos, enquanto a traseira segue a mesma proposta. É um design que tenta conquistar o consumidor pelo impacto visual.
As dimensões também surpreendem: são 4,41 metros de comprimento e entre-eixos de 2,65 m, medidas próximas de SUVs médios. Isso garante bom espaço interno, especialmente para quem vai atrás, embora o porta-malas de 341 litros fique abaixo de alguns rivais.

Por dentro, o GS3 entrega um acabamento acima da média do segmento. Há materiais macios, revestimentos que imitam couro e um visual moderno, com destaque para a central multimídia de 14,6 polegadas e painel digital. O conjunto passa sensação de sofisticação.
Debaixo do capô, o SUV traz motor 1.5 turbo a gasolina, com 170 cv e 25,5 kgfm de torque, sempre ligado a um câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas. Apesar de não ser híbrido, o desempenho é um dos trunfos, com aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos 8 segundos.
Ao volante, o modelo mostra evolução em relação às versões testadas anteriormente na China. Direção e acelerador foram recalibrados para o Brasil, deixando o carro mais ágil e responsivo. Ainda há um leve atraso nas respostas, mas o comportamento geral agrada.
A suspensão segue uma linha mais firme, favorecendo estabilidade em curvas, mas sacrificando um pouco o conforto em pisos irregulares. Em rodovias, o conjunto funciona bem, com bom controle da carroceria e nível de ruído aceitável na cabine.

Entre os equipamentos, o GS3 se destaca pela oferta desde a versão básica e pelo pacote ADAS na versão topo. Há recursos como piloto automático adaptativo, frenagem autônoma e assistentes de faixa, além de itens como teto solar panorâmico e estacionamento automático.
No fim das contas, o GAC GS3 chega com argumentos sólidos para conquistar espaço. Preço competitivo, bom nível de tecnologia, desempenho acima da média e plano de produção local mostram que a marca chinesa quer jogar sério — e pode incomodar concorrentes tradicionais no Brasil.
