Primeiras impressões: Chevrolet Onix RS 2026 aposta no estilo, mas deixa a desejar ao volante

Custando R$ 130.190, o Chevrolet Onix RS 2026, embora seja bem equipado, não empolga ao volante
Primeiras impressões: Chevrolet Onix RS 2026 aposta no estilo, mas deixa a desejar ao volante
Crédito da imagem: Chevrolet Absoluta

Resumo da Notícia

Poucas reestilizações de compactos geram tanta expectativa quanto a do Chevrolet Onix. Lançado em 2019, o modelo finalmente recebeu em julho a sua maior atualização desde então. O hatch e o sedã ganharam visual revisto na dianteira, interior modernizado e alguns ajustes técnicos, em uma tentativa da GM de reposicionar o carro diante de rivais que já haviam avançado no mercado.

Na reportagem, o foco é a versão RS, que traz visual esportivo e preço de R$ 130.190. A questão é: será que vale investir esse valor em um hatch, ou faz mais sentido mirar em modelos de categoria superior, como o Volkswagen Tera, o Fiat Pulse ou até o Renault Kardian?

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Crédito da imagem: Chevrolet Absoluta

Ao volante, a primeira impressão é de que a direção está mais direta e a suspensão mais macia, sem perder estabilidade em curvas. O hatch na versão com apelo esportiva continua sendo um carro leve para guiar, com comportamento previsível e confortável no uso urbano. Na estrada, mantém bom equilíbrio entre firmeza e suavidade.

O interior, por sua vez, é onde se nota maior salto. O painel recebeu quadro de instrumentos digital de 8” e multimídia de 11”, integrados numa moldura única, com comandos simples e boa resposta. Os bancos ganharam espuma mais macia e apoio lombar melhorado, deixando a experiência a bordo mais agradável em viagens longas.

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Crédito da imagem: Chevrolet Absoluta

Os acabamentos seguem simples, com predominância de plásticos rígidos, mas há novos tecidos e texturas que elevam a percepção de qualidade. No RS, detalhes em preto e costuras vermelhas reforçam a proposta esportiva. Apesar de não ter materiais nobres, o encaixe das peças é correto, sem rebarbas ou folgas.

O design também evoluiu, ainda que de forma discreta. Faróis full-LED mais eficientes, nova grade colmeia e para-choque redesenhado marcam a dianteira. A traseira mudou pouco, com lanternas escurecidas no sedã e discretas alterações no hatch. Rodas inéditas e teto pintado de preto completam a caracterização do RS, versão que aposta em estilo acima da tecnologia.

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Crédito da imagem: Chevrolet Absoluta

Sob o capô, nada de surpresas: o Onix RS segue com o conhecido motor 1.0 turbo flex de três cilindros, agora limitado a 115 cv para atender normas do IPI Verde. O câmbio automático de seis marchas trabalha bem, com trocas suaves, embora o “turbo lag” ainda apareça nas arrancadas. No dia a dia, o conjunto é eficiente e confiável, apesar de não empolgar no volante.

O consumo é um dos pontos altos do compacto. Segundo o Inmetro, o RS faz médias de 8,6 km/l (etanol) e 12,1 km/l (gasolina) na cidade, chegando a 15,3 km/l na estrada com gasolina. Números que colocam o hatch entre os mais econômicos da categoria.

Uma das mudanças técnicas mais relevantes está na correia dentada, agora banhada a óleo e reforçada com fibra de vidro. A GM garante durabilidade de até 240 mil km, mesmo em condições adversas de lubrificação, reduzindo riscos de falha grave no motorum problema que assombrava donos das primeiras gerações.

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Crédito da imagem: Chevrolet Absoluta

No pacote de equipamentos, a versão RS é generosa: seis airbags, monitor de ponto cego, ar-condicionado digital, carregador sem fio, rodas de liga leve de 16”, chave presencial, multimídia de 11” e painel digital. Faltam, porém, sistemas avançados de assistência, como frenagem autônoma ou piloto automático adaptativo, já vistos em concorrentes diretos.

Assim, o Onix 2026 reafirma seus pontos fortes: eficiência, conforto e estilo. A GM poderia ter ousado mais em tecnologia, mas preferiu jogar seguro. Para quem busca um compacto equilibrado e de apelo visual, o RS entrega o que promete, ainda que cobre caro pelo visual esportivo sem oferecer mais recursos que a versão Premier.

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