Postos de combustíveis na mira da PF por cobrança excessiva

Governo intensifica fiscalização em postos de combustíveis. PF apura cartel e aumentos sem justificativa. ANP e Procons em ação.
Postos de combustíveis na mira da PF por cobrança excessiva
Crédito da imagem: iStock

Resumo da Notícia

  • Polícia Federal e órgãos de controle investigam suspeitas de aumentos abusivos nos preços dos combustíveis.
  • Inquérito foi instaurado para apurar formação de cartel e crimes contra a economia popular.
  • ANP fiscalizou 43 agentes econômicos em nove estados e no DF, lavrando 13 autos de infração.
  • Caso no DF mostrou aumento de R$ 2,00 por litro de diesel em estoque antigo, sem notas fiscais.
  • 669 postos e 64 distribuidoras já foram fiscalizados em 16 estados.
  • Medidas emergenciais como zeragem do PIS/Cofins sobre diesel foram anunciadas, com expectativa de queda de R$ 0,64 por litro.
  • Caminhoneiros discutem paralisação nacional diante do aumento do diesel.
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O governo federal intensificou a fiscalização sobre o mercado de combustíveis após suspeitas de aumentos abusivos que não refletem custos reais. A Polícia Federal e órgãos de controle estão investigando práticas que podem afetar toda a economia e prejudicar o consumidor.

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Na terça-feira (17), a PF instaurou um inquérito para apurar formação de cartel e crimes contra a economia popular. A Secretaria Nacional do Consumidor mobilizou Procons de todos os estados, com apoio de ministérios públicos estaduais e do Ministério de Minas e Energia.

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Crédito da imagem: Divulgação/Postos Ipiranga
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A Agência Nacional de Petróleo (ANP) iniciou operações em nove estados e no Distrito Federal para verificar preços e qualidade do combustível. Foram fiscalizados 43 agentes econômicos, incluindo postos e distribuidoras, e lavrados 13 autos de infração.

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Um caso emblemático no DF mostrou aumento de mais de R$ 2,00 por litro de diesel em estoque antigo, sem notas fiscais recentes. O diretor-executivo da PF, William Murad, reforçou que a investigação visa práticas que impactam a ordem econômica nacional.

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Desde a semana passada, 669 postos e 64 distribuidoras passaram por fiscalização em 16 estados. Equipes também verificam quantidade fornecida pelas bombas, buscando irregularidades que possam prejudicar consumidores e o mercado.

O governo havia anunciado em 12 de março medidas emergenciais, como a zeragem do PIS/Cofins sobre diesel, gerando expectativa de queda de até R$ 0,64 por litro. A renúncia fiscal total estimada é de cerca de R$ 20 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda.

Em paralelo, caminhoneiros discutem uma paralisação nacional diante do aumento do diesel. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, evitou comentar diretamente sobre a greve, ressaltando que o foco é fiscalizar abusos e garantir preços justos à população.

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