A administração do Presidente Trump continua a implementar tarifas, com um novo pacote de medidas previsto para o dia 2 de abril, apelidado de “Dia da Libertação”. Embora o setor automotivo possa ser temporariamente poupado desta rodada, ele permanece sob vigilância.
Inicialmente, Trump acenou com a imposição de tarifas sobre a indústria automotiva estrangeira, mas as tarifas propostas contra o México e o Canadá foram suspensas no início de março. O impacto potencial dessas tarifas continua sendo uma preocupação para os executivos do setor.

De acordo com a Bloomberg, ainda não está claro se os automóveis serão incluídos no pacote do “Dia da Libertação”.
Mesmo que a indústria automotiva seja isenta do último anúncio, isso não significa que os executivos estejam totalmente livres de preocupações. Trump tem criticado abertamente países como Japão, Coreia do Sul, Alemanha e México por suas práticas comerciais, colocando as montadoras desses mercados em uma posição delicada. Inclusive, o CEO da GM já discutiu tarifas com Trump e sinalizou investimentos nos EUA.
A indústria automotiva global, que depende fortemente de cadeias de suprimentos transfronteiriças, enfrenta um desafio significativo com a ameaça de protecionismo. Os carros montados nos Estados Unidos frequentemente contêm peças provenientes de diversos países.
Tarifas sobre esses componentes podem aumentar os custos de produção, inflacionar os preços e diminuir a demanda do consumidor. Para as montadoras americanas com instalações de produção internacionais, isso pode se tornar um pesadelo logístico e financeiro.
Trump sugeriu que a introdução de tarifas pode ser mais do que apenas uma ferramenta de barganha econômica, prevendo que elas se tornem uma fonte de receita. Sua equipe chegou a sugerir que as tarifas poderiam gerar trilhões de dólares para a economia dos EUA, compensando cortes de impostos propostos.
No entanto, essa perspectiva otimista não é compartilhada por todos. O CEO da Ford, Jim Farley, declarou que a ameaça de tarifas tem o potencial de causar caos, mas acredita que o objetivo de Trump é fortalecer a indústria automotiva dos EUA. Em 5 de março, Trump anunciou que, após discussões com as Três Grandes montadoras, sua administração adiaria a introdução de tarifas mexicanas e canadenses.