Resumo da NotĂcia
A Polestar vive um momento decisivo. Depois de anos marcados por forte expansĂŁo e prejuĂzos bilionários, a marca aposta em uma ofensiva de produtos e numa reestruturação comercial para recuperar fĂ´lego e voltar a crescer, especialmente na Europa. A estratĂ©gia combina atualizações rápidas nos modelos atuais com a chegada de novos veĂculos atĂ© 2028.
Em vez de investir agora em projetos totalmente inéditos, a fabricante optou por renovar seus carros mais vendidos, o Polestar 2 e o Polestar 4. A ideia é acelerar lançamentos, reduzir custos e ganhar competitividade em um mercado que esfriou mais do que o previsto. As versões atualizadas começam a chegar já no próximo ano.
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O Polestar 4, hoje o carro mais vendido da marca, ganhará uma nova variante com perfil mais versátil, ampliando o público-alvo. Essa configuração, que já foi vista em testes na China, estreia globalmente no quarto trimestre de 2026. A expectativa interna é que o modelo responda por uma fatia ainda maior das vendas.
No verão europeu de 2026, será a vez do Polestar 5, um gran turismo de quatro portas com proposta esportiva. Apresentado como conceito anteriormente, ele deverá oferecer bateria de 112 kWh, tração integral com dois motores e potência equivalente a 872 cv. A aceleração prometida, de 0 a 100 km/h em pouco mais de 3 segundos, reforça o posicionamento premium da marca.
A ofensiva continuará com a segunda geração do Polestar 2, prevista para o inĂcio de 2027, e com o inĂ©dito Polestar 7, programado para 2028. Produzido na Eslováquia, o SUV compacto deverá ampliar a cobertura de mercado na Europa. Segundo a empresa, a futura linha poderá alcançar atĂ© 60% dos segmentos de elĂ©tricos no continente.
No campo comercial, a Polestar redesenhou sua atuação, priorizando concessionárias tradicionais na Europa e ampliando a rede de varejo em cerca de 30%. A mudança ajudou a elevar as vendas anuais para mais de 60 mil unidades, embora a empresa ainda tenha acumulado prejuĂzo superior a US$ 1,5 bilhĂŁo nos trĂŞs primeiros trimestres do ano passado. Na China, por outro lado, o desempenho fraco levou ao fechamento das lojas prĂłprias.
Controlada pelo Geely Holding Group, a Polestar conta com apoio financeiro do grupo para sustentar o plano de crescimento. O CEO Michael Lohscheller afirma que a meta Ă© ultrapassar 100 mil unidades anuais o mais rápido possĂvel, mas sem abrir mĂŁo do caráter premium. Em um cenário pressionado por tarifas e concorrĂŞncia acirrada, a marca aposta que volume, portfĂłlio ampliado e disciplina financeira serĂŁo a chave para virar a página.


