Resumo da Notícia
A modernização das rodovias brasileiras começa a ganhar forma com tecnologias discretas, mas de grande impacto. Um exemplo é a pesagem de caminhões em movimento, que elimina paradas, reduz custos e aumenta a segurança. A novidade avança em diferentes regiões do país e já muda a forma como o transporte de cargas é fiscalizado.
Na BR-040, em Congonhas (MG), a EPR Via Mineira iniciou a implantação do sistema HS-WIM, capaz de medir o peso dos veículos sem interromper o tráfego. O ponto foi escolhido por sua relevância logística, ligando Belo Horizonte à Zona da Mata e ao Rio de Janeiro. Trata-se do primeiro monitoramento ativo desse tipo no trecho.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
A tecnologia chega após obras de recuperação do pavimento e integra um pacote mais amplo de melhorias na rodovia. O tráfego segue em mão dupla, sem novas alterações, enquanto a concessionária prepara intervenções como duplicações e construções de apoio. O contrato prevê bilhões em investimentos ao longo das próximas décadas.
Embora pareça simples, o sistema representa uma mudança importante em relação ao modelo tradicional. Antes, caminhões precisavam parar ou reduzir drasticamente a velocidade para serem pesados, gerando filas e atrasos. Agora, a medição ocorre em alta velocidade, com coleta de dados em segundos e sem interferir no fluxo.
O funcionamento combina sensores instalados no asfalto, câmeras inteligentes e scanners que identificam dimensões e placas dos veículos. As informações são processadas automaticamente e enviadas em tempo real para órgãos como PRF e ANTT. Com isso, a fiscalização se torna mais precisa e praticamente elimina fugas.
Os impactos vão além da operação. Estudos indicam que cerca de 30% dos caminhões circulam com excesso de carga, o que aumenta o risco de acidentes e acelera o desgaste das rodovias. Com o novo sistema, há redução no consumo de combustível e nas emissões de poluentes e nos custos de manutenção da infraestrutura.
A tecnologia já vem sendo testada em outras rodovias, como na SP-310 e na BR-365, com resultados positivos. Dados iniciais mostram queda nas emissões e maior eficiência na fiscalização. A tendência é que o modelo se espalhe pelo país, consolidando uma nova fase na gestão rodoviária, mais digital, segura e eficiente.


