Resumo da Notícia
A Nissan Gravite nasce como resposta direta a uma velha demanda do mercado indiano: levar sete pessoas em um carro compacto e acessível. Em tempos dominados por SUVs, a marca japonesa aposta numa minivan enxuta, racional e pensada para famílias grandes. O foco não é desempenho, mas espaço, versatilidade e preço baixo.
Com 3,99 metros de comprimento, o modelo foi desenhado sob medida para escapar da alta tributação aplicada na Índia a veículos acima de 4 metros. A estratégia é clara: oferecer sete lugares pagando menos impostos. Na prática, são apenas 26 centímetros a mais que um Kwid.
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A base é conhecida. O Gravite utiliza a plataforma CMF-A+, a mesma do Renault Triber, que por sua vez deriva do Renault Kwid. Trata-se de um típico exercício de rebadge dentro da aliança Renault-Nissan, com mudanças concentradas principalmente no visual e no acabamento.
Para marcar identidade própria, a Nissan redesenhou toda a dianteira. A grade ficou maior, com padrão colmeia, e o para-choque ganhou entradas de ar horizontais e elementos em formato de “C”. Há ainda uma edição de lançamento limitada a 1.001 unidades, com detalhes em laranja e apliques que simulam apelo aventureiro.
De perfil, as diferenças são discretas: novas rodas, cores exclusivas — incluindo um verde inspirado no Nissan Patrol — e pequenos detalhes estéticos. Na traseira, o para-choque é mais robusto e a inscrição “Gravite” ocupa o centro da tampa, reforçando o nome do modelo.
Por dentro, o destaque é a modularidade. A configuração 2+3+2 permite variar drasticamente o porta-malas: são 84 litros com sete ocupantes, 320 litros com seis e até 625 litros sem a terceira fileira, que pode ser removida. O painel traz central multimídia de 8 polegadas e quadro digital de 7”, além de versões com som JBL, seis airbags e controle de estabilidade.
Debaixo do capô, não há surpresas: motor 1.0 aspirado de três cilindros, com 72 cv e 9,8 kgfm, sempre com câmbio manual ou automático de cinco marchas. O desempenho é modesto, mas coerente com a proposta urbana.
O grande trunfo está no preço: parte de cerca de 565 mil rúpias — algo próximo de R$ 33 mil na conversão direta — e chega a aproximadamente R$ 51 mil na versão mais equipada. Uma equação simples de espaço e custo-benefício que dificilmente veremos no Brasil.



