Resumo da Notícia
O ressurgimento do nome Freelander marca mais do que o retorno de um modelo conhecido — sinaliza o nascimento de uma nova estratégia dentro da indústria automotiva, agora guiada por eletrificação e cooperação internacional. O projeto, fruto da parceria entre a Jaguar Land Rover e a Chery, reposiciona o histórico SUV como uma marca independente, voltada exclusivamente para veículos de nova energia e com forte foco em tecnologia e uso fora de estrada.
A mudança começou a ganhar forma em junho de 2024, quando o acordo entre as duas empresas autorizou oficialmente o uso da marca Freelander em uma nova linha de produtos. A partir dali, o modelo deixou de ser apenas um veículo e passou a representar uma submarca global, estruturada para combinar o legado britânico com a capacidade industrial e tecnológica chinesa.
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O Concept97 surge como o primeiro sinal concreto dessa nova fase. Apresentado logo após o teaser de retorno, o conceito resgata o espírito do Freelander original, mas com um olhar moderno e adaptações voltadas ao mercado chinês. Seu design mescla referências clássicas com elementos inspirados no Defender, ainda que sem os emblemas tradicionais da Land Rover.
Assinado por Gerry McGovern, responsável por projetos como o Evoque, o conceito aposta em proporções maiores e mais imponentes. Com cerca de 5.100 mm, supera inclusive modelos como o Defender 110, mostrando que o novo Freelander cresce não só em tecnologia, mas também em presença.
A proposta estética também reforça a identidade da marca. Detalhes como a coluna C remetem ao modelo de 1997, enquanto soluções como LEDs em formato pixel e frisos escurecidos evocam evoluções vistas em reestilizações posteriores. Ainda assim, o visual mantém um caráter experimental, com portas “suicidas” e elementos típicos de carro-conceito.
Por dentro, o foco é claramente a tecnologia e o conforto. O interior conta com três fileiras e seis lugares, com uma grande tela integrada ao painel e outro sistema multimídia central. A proposta é oferecer um ambiente sofisticado, com soluções digitais avançadas e espaço generoso para os ocupantes.
Na parte mecânica, o Freelander estreia uma nova plataforma baseada na arquitetura T1X da Chery, desenvolvida para eletrificação total. A estrutura suporta sistemas elétricos, híbridos plug-in e com extensor de autonomia, incluindo uma bateria de alta performance criada em parceria com a CATL, capaz de carregamento ultrarrápido e voltada também ao uso off-road.
Com sede global em Xangai e centros de desenvolvimento distribuídos entre China e Reino Unido, a marca já traça um plano ambicioso: iniciar produção até 2026 e lançar novos modelos em ritmo acelerado. O Freelander, assim, deixa de ser apenas um nome do passado para se tornar um símbolo de uma nova fase da mobilidade global.




