Resumo da Notícia
A Toyota Hilux entra em sua nona geração mantendo a essência que consagrou a picape ao redor do mundo. Apesar de mudanças visuais e tecnológicas, a base permanece a antiga plataforma IMV, utilizada desde 2004, porém reforçada e modernizada para atender a novas exigências.
A estratégia da Toyota é clara: priorizar durabilidade, confiabilidade e baixo custo de manutenção para mercados emergentes, como Brasil, Ásia e Austrália, em vez de adotar a mais recente arquitetura TNGA-F. O público da Hilux busca robustez e praticidade no dia a dia e em atividades off-road.
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O visual da nova Hilux foi completamente renovado, com desenho moderno na dianteira, traseira e cabine. Apenas portas e proporções lembram os modelos anteriores, mas por dentro e por fora a picape transmite um ar de novidade, sem abrir mão da tradição que conquistou consumidores.
Sob o capô, o motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros continua como principal opção, agora combinado com sistema híbrido leve de 48V em versões 4×4 automáticas. A estratégia mantém a eficiência de combustível e a facilidade de manutenção, enquanto prepara o modelo para futuras eletrificações.
Versões híbridas convencionais (HEV), híbridas plug-in (PHEV) e totalmente elétricas (BEV), além de caminhonetes movidas a célula de combustível, já estão confirmadas para alguns mercados a partir de 2026. A Toyota também estuda tração integral permanente e outras evoluções mecânicas.
A decisão de manter a plataforma IMV também tem uma justificativa econômica. A adoção da TNGA-F elevaria custos e complexidade, sem oferecer vantagens práticas para grande parte dos compradores da Hilux, que priorizam preço, manutenção e tempo de uso eficiente.
O lançamento da nova geração na América do Sul foi adiado para 2027. A produção começará no fim de 2026 na fábrica de Zárate, na Argentina, com início de vendas no Brasil previsto para o primeiro trimestre do ano seguinte. A estratégia prevê versões turbodiesel inicialmente e híbridas leves no segundo trimestre.
Apesar da longevidade da plataforma, a Toyota monitora regulamentações de emissões e evolução tecnológica. Segundo a engenharia, a Hilux poderá passar por reformulações mais profundas em menos de cinco anos, abrindo caminho para uma transição gradual rumo à eletrificação completa.
O SUV SW4, derivado da Hilux, também será renovado na Argentina em 2027, mantendo o ciclo de atualização conjunto com a picape. A marca reforça que, mesmo sem plataforma nova, a Hilux continua competitiva, confiável e pronta para enfrentar desafios urbanos e fora de estrada por mais uma década.



