Resumo da Notícia
Em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, o governo federal decidiu agir para conter os impactos no bolso dos brasileiros. A estratégia combina corte de tributos, subsídios e maior controle sobre o setor, numa tentativa de segurar o preço do diesel e evitar um efeito em cadeia na economia. A iniciativa surge como resposta direta ao cenário externo instável e à pressão sobre combustíveis.
Publicada na última quinta-feira (12), a Medida Provisória 1340/26 estabelece uma série de ações para estabilizar os preços. Entre elas, está a concessão de subsídios à produção e à importação de diesel, além da redução de impostos que incidem sobre o combustível. A proposta já tem validade imediata, mas ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.

Pelas regras, produtores e importadores terão que comprovar que os descontos concedidos estão chegando ao consumidor final. Caso contrário, poderão ser penalizados. O texto também endurece as punições para práticas abusivas, como aumento injustificado de preços ou recusa no fornecimento, com multas que podem chegar a R$ 500 milhões.
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Para compensar a perda de arrecadação com os incentivos, o governo decidiu taxar a exportação de petróleo em 12% e a de diesel em 50%. A medida busca não apenas equilibrar as contas públicas, mas também estimular que parte da produção fique no mercado interno, reduzindo a dependência externa em um momento de alta global.
A pressão sobre os preços tem origem no cenário internacional, especialmente com o conflito envolvendo o Irã e países vizinhos, que já se aproxima de duas semanas. O bloqueio parcial de rotas marítimas elevou o valor do barril de petróleo, afetando diretamente os custos dos combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil.
Segundo o governo, o pacote pode reduzir o preço do diesel em até R$ 0,64 por litro, somando os efeitos da desoneração tributária e dos subsídios. A estimativa é que o impacto fiscal chegue a R$ 30 bilhões, valor que, segundo a equipe econômica, deve ser compensado com a nova taxação sobre exportações.
Ao anunciar as medidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o objetivo é evitar que a alta dos combustíveis pressione o custo do transporte e, consequentemente, o preço dos alimentos. As ações têm caráter temporário e devem valer até 31 de dezembro de 2026, enquanto o governo monitora os desdobramentos do cenário internacional.
