Resumo da Notícia
Em meio às transformações aceleradas da indústria automotiva, a Toyota começa a dar sinais concretos de como pretende manter a relevância da Toyota Hilux no mercado global. O projeto da nova geração avança nos bastidores e já mobiliza fábricas, concessionárias e fornecedores na América do Sul.
Apesar da expectativa, a estreia comercial não acontecerá antes de 2027. A produção inicial está prevista para começar no fim deste ano, embora o cronograma ainda possa sofrer ajustes. Internamente, o projeto deixou de ser promessa e passou a ser tratado como prioridade estratégica.
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Um dos momentos mais importantes dessa fase ocorreu durante a convenção anual de concessionários em Termas de Río Hondo. No evento, a marca apresentou duas unidades que antecipam o futuro da picape, marcando o primeiro contato direto da rede com o novo modelo.
As unidades exibidas eram importadas, mas já refletem a base da picape que será produzida em Zárate. Isso reforça que o desenvolvimento entrou em estágio avançado, com testes de componentes em andamento e equipes técnicas passando por treinamentos específicos.
Entre as novidades, a presença de uma versão totalmente elétrica chamou atenção. A Hilux BEV surge como peça-chave na estratégia de eletrificação da marca, com produção local confirmada para 2027, alinhada a mudanças nas políticas industriais e tarifárias da região.
O modelo elétrico traz bateria de 59,2 kWh, autonomia de cerca de 240 km no padrão WLTP e capacidade de reboque de até 1.600 kg. Em mercados asiáticos, utiliza dois motores elétricos que, juntos, entregam 196 cv, indicando foco tanto em eficiência quanto em desempenho.
Curiosamente, a esperada versão híbrida não apareceu no evento, o que gerou questionamentos. Ainda assim, ela deve chegar depois do lançamento inicial, que deve priorizar o motor 2.8 turbodiesel tradicional, mantendo a base conhecida antes da eletrificação completa.
A pressão da concorrência ajuda a explicar a pressa por atualização. Rivais diretas já se movimentam, como a Ford Ranger com versão híbrida plug-in e a Volkswagen Amarok com nova geração eletrificada. Para as concessionárias, a nova Hilux não é apenas uma evolução — é essencial para recuperar competitividade e margens no segmento.


