Resumo da Notícia
Dirigir nas rodovias federais exige mais do que coragem: exige responsabilidade. Na virada do ano, a PRF se deparou com uma cena que resume bem os riscos da imprudência no trânsito e reacende o debate sobre segurança nas estradas brasileiras.
Na BR-158, em Paranaíba, no leste de Mato Grosso do Sul, agentes flagraram um ônibus circulando em estado crítico. O veículo estava visivelmente danificado, sem para-brisa e com diversas avarias, chamando atenção de quem passava pelo trecho.
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Para enfrentar o vento e os detritos da estrada, o motorista usava um capacete enquanto dirigia. A improvisação, longe de resolver o problema, expunha ainda mais o condutor e os demais usuários da rodovia a uma situação de alto risco.
Durante a fiscalização, a PRF constatou que o homem estava com a Carteira Nacional de Habilitação vencida e com o exame toxicológico fora do prazo legal. As autuações foram sete, todas classificadas como gravíssimas, com multas que somam cerca de R$ 3 mil.
O ônibus também apresentava falhas estruturais importantes: pneus desgastados, para-choque danificado e tacógrafo inoperante, equipamento obrigatório que registra velocidade e tempo de condução. Diante do quadro, o veículo foi imediatamente apreendido.
Questionado, o motorista afirmou ter comprado o ônibus pela internet, em Jaciara, no Mato Grosso. Segundo ele, para evitar o alto custo de um guincho, decidiu seguir viagem por conta própria até Barueri, em São Paulo, mesmo com o veículo avariado.
Até ser parado, ele já havia percorrido cerca de 670 quilômetros. A PRF reforçou que situações como essa colocam vidas em risco e alertou que transportar veículos em condições inadequadas pode resultar em multas, apreensão e outras penalidades previstas em lei.

