Resumo da Notícia
Poucos dias depois de um vendaval devastar a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, no interior de São Paulo, a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região chegaram a um acordo para enfrentar a crise. A solução encontrada foi a adoção de layoff, medida trabalhista que suspende temporariamente contratos sem desligar funcionários.
A proposta foi submetida a votação entre sexta-feira (26) e domingo (28) e recebeu aprovação expressiva de 96,3% dos trabalhadores. Segundo o sindicato, a negociação buscou preservar empregos e salários em um momento delicado para a empresa e seus colaboradores.
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O plano prevê que o layoff entre em vigor em outubro, afetando cerca de 5.700 funcionários das unidades de Porto Feliz, Indaiatuba e Sorocaba. Antes disso, entre 1º e 20 do próximo mês, os trabalhadores terão férias coletivas já aprovadas em assembleia.
De acordo com os termos definidos, todos os empregados com salário bruto de até R$ 10 mil terão sua remuneração integralmente preservada. O pagamento será dividido entre a Toyota e o governo federal, por meio do seguro-desemprego, dentro do programa bolsa-qualificação.
A suspensão das atividades na fábrica de motores, destruída pelas fortes chuvas e ventos que chegaram a 90 km/h, paralisou também as linhas de Indaiatuba e Sorocaba. Nessas plantas são produzidos Corolla, Corolla Cross e Yaris, além do inédito Yaris Cross, cujo lançamento, previsto para outubro, já foi adiado.
O sindicato destacou que o acordo foi construído com diálogo e responsabilidade, garantindo segurança para os trabalhadores durante a paralisação. “Nosso foco sempre foi proteger empregos, salários e direitos, fortalecendo a categoria diante da crise”, disse o secretário-geral, Silvio Ferreira.
A Toyota estuda alternativas para manter a produção de veículos no Brasil enquanto a fábrica de motores permanece interditada. Uma das soluções cogitadas é importar propulsores de outras unidades da marca no exterior, o que levanta dúvidas sobre compatibilidade com o combustível nacional, que contém 30% de etanol.
Mesmo sem prazo para retomar a operação em Porto Feliz, a empresa afirma que está comprometida em reconstruir a unidade. A planta, que emprega cerca de 700 pessoas e fabrica mais de 100 mil motores por ano, é estratégica para os modelos da Toyota no país e sua paralisação deve impactar as metas de produção de 2025.

