Resumo da Notícia
Em um momento em que o luxo automotivo se reinventa sob a eletrificação, o Mercedes-Benz EQS ressurge como peça-chave dessa transição. Mais do que uma atualização, o sedã elétrico passa por uma reformulação profunda, mirando eficiência, autonomia e tecnologia embarcada. O modelo tenta reafirmar seu espaço no topo do segmento premium.
A nova fase do EQS marca uma mudança de estratégia da marca, que busca aproximar visualmente seus carros elétricos e a combustão. Ainda assim, o sedã mantém identidade própria, distante do clássico Classe S. Mesmo com críticas ao design, a fabricante optou por evoluções pontuais, especialmente na dianteira.

Externamente, o modelo ganha nova assinatura luminosa e elementos que reforçam a identidade da marca, como estrelas nos faróis e o retorno do emblema sobre o capô. A grade frontal também foi redesenhada, com acabamento mais sofisticado. O coeficiente aerodinâmico segue exemplar, com 0,20 Cx.
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No coração da mudança está a adoção da arquitetura elétrica de 800 volts, que transforma a experiência de uso. Com isso, o EQS passa a suportar recargas ultrarrápidas de até 350 kW. Em condições ideais, é possível recuperar cerca de 320 km de autonomia em apenas dez minutos.
A eficiência energética também avança com baterias maiores e mais modernas, chegando a até 122 kWh nas versões superiores. A autonomia máxima atinge 926 km no ciclo WLTP, colocando o modelo entre os líderes globais. O ganho é resultado de melhorias mecânicas, químicas e aerodinâmicas.
Outro salto importante está no conjunto motriz, com novos motores desenvolvidos pela própria marca. A introdução de uma transmissão de duas velocidades no eixo traseiro contribui para reduzir o consumo em altas velocidades. Já nas versões com tração integral, o sistema pode desacoplar o motor dianteiro para economizar energia.
A digitalização também ganha protagonismo com a estreia do sistema operacional MB.OS. Integrado a um supercomputador com inteligência artificial e conexão em nuvem, o sistema permite atualizações remotas e evolução contínua. Recursos de condução, entretenimento e navegação tornam-se mais inteligentes e personalizados.

Dentro da cabine, o EQS mantém o impressionante MBUX Hyperscreen de 55 polegadas, que integra três telas sob uma única superfície. Há ainda novidades como cintos de segurança aquecidos, novos acabamentos e mais conforto aos passageiros traseiros. O ambiente reforça a proposta futurista do modelo.
Por fim, a linha foi simplificada e passa a incluir versões como a EQS 400, com autonomia de até 817 km. Na Europa, os preços começam abaixo dos 100 mil euros, tornando o modelo mais competitivo. No Brasil, porém, o futuro ainda é incerto, após vendas discretas nos últimos anos.
