Resumo da Notícia
A chegada da Lotus ao Brasil marca mais do que a estreia de uma nova marca de luxo: representa a entrada oficial de um dos nomes mais simbólicos da história do automobilismo em um mercado que começa a amadurecer para carros de alta performance e alto valor agregado. Ícone das pistas e da engenharia refinada, a fabricante britânica prepara sua aterrissagem em solo nacional com discurso de exclusividade, imagem e tecnologia. Kia aposta em botões físicos e amplia investimento em tecnologia embarcada.
O movimento é liderado por um grupo empresarial brasileiro, ainda mantido sob sigilo, que firmou acordo para representar a Lotus no Brasil. A operação, apurada inicialmente pela revista Quatro Rodas, deve sair do papel entre o fim de 2026 e o início de 2027, confirmando o avanço da Geely no Brasil com um portfólio cada vez mais amplo e sofisticado.
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Desde 2017 sob controle do conglomerado chinês, a Lotus passa a ocupar o topo da pirâmide entre as marcas da Geely no país. Enquanto Volvo, Zeekr, Lynk&Co, Smart e Polestar brigam por volume, tecnologia e eletrificação premium, a britânica ficará responsável por sustentar a aura de performance, herança esportiva e superluxo. Polestar 2 2026 traz novo processador, sistema de som Bowers & Wilkins e mais.
Para os puristas, o grande protagonista deve ser o Emira, último Lotus movido exclusivamente a combustão e único ainda produzido no Reino Unido. O cupê mantém a receita clássica da marca: motor central-traseiro, tração traseira e foco absoluto na experiência ao volante, posicionando-se como rival direto do Porsche 718 Cayman, que já deixou de ser produzido.
O Emira surgiu em 2021 como sucessor espiritual do Evora e pode ser equipado com motor 2.0 turbo de quatro cilindros, com cerca de 365 a 400 cv, ou com o tradicional V6 3.5 com compressor, que entrega pouco mais de 400 cv. Mesmo mais pesado que os Lotus clássicos, ele preserva a essência da marca ao priorizar equilíbrio, precisão e conexão com o motorista.
Mas a nova fase da Lotus passa, inevitavelmente, pelos elétricos. O SUV Eletre é o principal deles: grande, tecnológico e potente, com mais de cinco metros de comprimento e desempenho digno de superesportivos. Com arquitetura de 800V, pode chegar a até 918 cv nas versões mais extremas, além de autonomia próxima dos 600 km. Zeekr 007 e 7GT ganham atualização com sistema 900V e chegam à China em 2026.
O Eletre também simboliza a ruptura com o mantra da leveza de Colin Chapman, apostando em força bruta, tecnologia embarcada e condução semiautônoma com sensores LiDAR. Uma possível versão com extensor de alternativa de autonomia, combinando motor a combustão e sistema elétrico, surge como opção interessante para mercados continentais como o brasileiro.
Fechando o trio cotado para o país, o sedã Emeya aparece como opção para quem busca esportividade elétrica sem aderir aos SUVs. Com porte grande, interior sofisticado e até 905 cv, ele mira diretamente o Porsche Taycan. No Brasil, porém, a estratégia da Lotus será menos sobre volume e mais sobre imagem: servir como vitrine máxima do que a Geely é capaz de entregar em luxo e performance.


