Resumo da Notícia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra a escalada de conflitos internacionais e seus reflexos no Brasil, especialmente no bolso do consumidor. Em diferentes agendas ao longo da semana, ele criticou a atuação das grandes potências e cobrou responsabilidade global diante do avanço da guerra e da alta nos combustíveis.
As declarações foram feitas em eventos como a Caravana Federativa, em São Paulo, e a entrega do Prêmio Mulheres das Águas, em Brasília. Em ambos, Lula apontou que decisões tomadas por poucos países acabam gerando impactos diretos em nações distantes dos conflitos, como o Brasil, pressionando preços e ampliando desigualdades.

O principal alvo das críticas foi o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, formado por Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Para o presidente, esses países falham ao não conter guerras e agem como se fossem “donos do mundo”, sem considerar as consequências globais de suas decisões.
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Lula também direcionou críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar a ofensiva contra o Irã. Segundo ele, ações militares têm efeito imediato no preço do petróleo, afetando economias ao redor do planeta. O petista defendeu o respeito à soberania dos países e alertou para os riscos de uma escalada ainda maior.
Diante desse cenário, o presidente afirmou que pretende publicar um artigo em jornais internacionais para pressionar os membros do Conselho de Segurança a agir. A ideia, segundo ele, é chamar atenção para a necessidade de diálogo e reforçar que a prioridade global deveria ser paz, alimento e educação, e não o aumento de gastos militares.
No campo interno, Lula criticou duramente o aumento dos combustíveis, atribuindo parte da alta a práticas abusivas de empresas. Mesmo com medidas como a isenção de tributos federais sobre o diesel, ele afirmou que distribuidoras e postos estariam se aproveitando do momento para ampliar lucros, sem justificativa real de mercado.
Para conter os reajustes, o governo intensificou a fiscalização. A Receita Federal e a Polícia Federal foram acionadas para investigar possíveis irregularidades, enquanto órgãos de defesa do consumidor apontaram aumentos expressivos em poucos dias. O Planalto também estuda acionar a Justiça contra empresas envolvidas em práticas consideradas abusivas.
Ao mesmo tempo, o governo tenta articular com os estados a redução do ICMS sobre combustíveis, oferecendo compensação parcial de perdas. A proposta, no entanto, enfrenta resistência dos governadores, que alegam risco de queda na arrecadação e impacto em áreas essenciais. Ainda assim, Lula insiste que é preciso esforço conjunto para evitar que a população continue pagando a conta de crises internacionais.
