Resumo da Notícia
A chegada da Leapmotor ao Brasil ajuda a explicar, em números e estratégia, por que a eletrificação deixou de ser promessa distante para virar movimento concreto no mercado automotivo. Em pouco tempo, a marca chinesa passou do desembarque discreto à condição de nova protagonista entre os elétricos, surfando na combinação entre tecnologia, preço competitivo e estrutura industrial sólida.
Lançada oficialmente em 4 de novembro, a Leapmotor fechou 2025 com mais de 1.200 veículos vendidos no País. O resultado, alcançado em menos de dois meses, representa uma média superior a 21 carros emplacados por dia e sinaliza uma aceitação acima das expectativas iniciais da própria fabricante.
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Boa parte desse desempenho passa pela parceria com a Stellantis, que assumiu a operação comercial, a rede de concessionárias e o pós-venda. O respaldo de um dos maiores grupos automotivos do mundo encurtou o caminho da marca no Brasil e ajudou a transmitir confiança ao consumidor em um segmento ainda em consolidação.
O SUV grande C10 foi o primeiro passo dessa ofensiva. Oferecido nas versões elétrica e Ultra-Híbrida, o modelo estreia no País a tecnologia REEV, em que o motor a combustão atua apenas como gerador. Na prática, o carro roda sempre de forma elétrica, mas sem a ansiedade típica da recarga exclusiva.
Na versão elétrica, o C10 entrega 231 cv, bateria de 69,9 kWh e autonomia próxima de 420 km. Já o Ultra-Híbrido combina sistema elétrico de 215 cv com uma bateria de 28,4 kWh, acelera de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos e permite recargas rápidas ou domésticas, ampliando a versatilidade de uso.
A gama será reforçada em 2026 com a chegada do B10, SUV médio já em pré-venda e com entregas previstas para o início do ano. Assim como o C10, o modelo traz pacote completo de segurança, sete airbags, assistências avançadas de condução e conectividade remota via aplicativo.
No pano de fundo, a operação brasileira faz parte de um plano maior. A Leapmotor encerrou 2025 com mais de 500 mil veículos vendidos no mundo e um milhão produzidos. Com produção confirmada em Goiana (PE) e investimentos de R$ 32 bilhões até 2030, a marca deixa claro que o Brasil não é apenas um teste, mas um eixo central da sua expansão.


