Resumo da Notícia
A Stellantis começa a desenhar, com mais clareza, o futuro da eletrificação no Brasil — e ele passa longe de uma receita única. Ao apresentar o Leapmotor B10, o grupo revelou uma estratégia que mistura inovação global com adaptações locais, mirando um consumidor que já demonstrou preferência por soluções híbridas mais versáteis.
Durante o evento, Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, antecipou os próximos movimentos da marca chinesa Leapmotor no país. Entre eles, a ampliação do portfólio e a introdução de uma tecnologia que conversa diretamente com o mercado brasileiro: a eletrificação com motor flex.
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A proposta envolve os modelos com sistema REEV, em que o carro é movido por motor elétrico, enquanto o propulsor a combustão atua apenas como gerador de energia. A novidade é justamente a adaptação desse motor para aceitar etanol, algo previsto para estrear junto à produção nacional, em Goiana (PE), a partir de 2026.
Hoje, essa tecnologia já existe no C10, mas sem a flexibilidade exigida no Brasil. A nacionalização da solução reforça a estratégia da Stellantis de adaptar seus produtos às condições locais, mantendo o foco em eficiência energética sem abrir mão da infraestrutura já consolidada de combustíveis.
Além da tecnologia, a Leapmotor também prepara a expansão da linha no país. O SUV grande C16 foi confirmado para o mercado brasileiro e deve chegar em 2027, ainda sem produção local definida. O modelo já havia sido exibido como teste de aceitação no Salão do Automóvel de São Paulo, em 2025.
Com cerca de 4,9 metros de comprimento e entre-eixos generoso, o C16 entra em uma categoria acima do C10. O SUV poderá acomodar até seis ocupantes na configuração 2+2+2, com foco em conforto e proposta mais premium, incluindo bancos individuais na segunda fileira.
O interior segue o padrão minimalista da marca, com destaque para a central multimídia de 14,6 polegadas e o painel digital de 10,25”. Há ainda itens como ventilação, aquecimento e massagem nos bancos, além de um refrigerador integrado, reforçando o apelo tecnológico e de conforto.
Na motorização, o modelo terá duas abordagens. A versão elétrica entrega 299 cv e autonomia de até 630 km no ciclo chinês. Já a opção com extensor de alcance combina motor elétrico com um 1.5 a combustão, alcançando mais de 1.000 km de autonomia combinada.
Por trás dessa ofensiva, está uma estratégia mais ampla da Stellantis, que inclui produção local, expansão da rede e adaptação técnica dos veículos. Com isso, a Leapmotor tenta ganhar espaço frente às rivais chinesas, apostando em um diferencial claro: tecnologia global com sotaque brasileiro.



