Jaecoo 7 ignora apelido pejorativo e dispara em vendas no Reino Unido

SUV chinês Jaecoo 7 desafia críticas e conquista o mercado do Reino Unido, superando marcas tradicionais e redefinindo a indústria automotiva.
Jaecoo 7 ignora apelido pejorativo e dispara em vendas no Reino Unido
Crédito da imagem: Omoda/jaecco Toriba Santo Andre

Resumo da Notícia

A ofensiva das montadoras chinesas deixou de ser promessa e virou realidade no mercado europeu. Em silêncio, elas vêm ocupando espaço, mudando hábitos de consumo e desafiando marcas tradicionais. O caso mais emblemático desse movimento atende pelo nome de Jaecoo 7, um SUV que virou fenômeno no Reino Unido — para espanto dos críticos e entusiasmo do público.

Mesmo com operações iniciadas apenas em 2024, a Jaecoo já colheu resultados expressivos. Em dezembro de 2025, o Jaecoo 7 foi o sexto carro mais vendido no Reino Unido, superando nomes consolidados como Mini Cooper, Tesla Model 3, Nissan Juke e até rivais chineses mais conhecidos.

Jaecoo 7 ignora apelido pejorativo e dispara em vendas no Reino Unido
Crédito da imagem: 1000 Valle
São José dos Campos, SP

O desempenho chamou atenção por um motivo histórico: foi a primeira vez que uma marca 100% chinesa entrou no top 10 de vendas britânico. Ao longo de 2025, a Jaecoo emplacou cerca de 28 mil veículos no país, alcançando 1,4% de participação de mercado e ficando à frente de Honda, Citroën e Porsche.

O sucesso comercial, porém, não veio acompanhado de aplausos da imprensa especializada. Revistas tradicionais, como a What Car?, foram duras nas avaliações e chegaram a recomendar que o modelo fosse evitado, citando direção pouco refinada, desempenho modesto, multimídia confusa e sistemas de segurança considerados intrusivos demais.

Boa parte das críticas ganhou tom irônico nas redes sociais, onde o Jaecoo 7 passou a ser chamado de “Range Rover da Temu”. A comparação não é gratuita: o design lembra o Evoque, mas o preço inicial é cerca de £14 mil mais baixo, oferecendo uma estética de SUV premium por um custo bem menor.

Tecnicamente, o modelo não impressiona. O motor 1.6 a gasolina entrega cerca de 143 cv, longe de empolgar. Ainda assim, o pacote de equipamentos, o acabamento interno e as versões híbridas plug-in ajudam a explicar por que o consumidor ignora os testes negativos e segue comprando.

Esse contraste entre crítica e mercado revela uma mudança mais profunda. Hoje, um em cada dez carros vendidos no Reino Unido já é de origem chinesa, o dobro do ano anterior. Gostem ou não os puristas, o “Range Rover da Temu” simboliza uma virada que pode redefinir o futuro da indústria automotiva europeia.

A BYD oferece descontos e acirra a competição, mostrando a força do mercado chinês. Essa mudança acompanha as tendências do mercado automotivo pós-pandemia.

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