Resumo da Notícia
Em meio à busca por carros mais acessíveis dentro do público PcD, o Hyundai Creta Action 2026 acabou ganhando destaque nas redes sociais — não exatamente pelo preço competitivo, mas por um detalhe inesperado no acabamento interno que dividiu opiniões. O caso expõe como decisões de custo podem ir além da ficha técnica e impactar diretamente a percepção do consumidor.
A repercussão começou após vídeos viralizarem mostrando o interior do modelo sem a tradicional central multimídia. No lugar da tela de 8 polegadas, o painel exibe um vão aberto, o que gerou surpresa imediata. Mais do que a ausência do equipamento, o que chamou atenção foi o aspecto visual inacabado.
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Relatos de consumidores reforçaram a polêmica. Um dos casos mais comentados foi o de um comprador que mostrou o carro recém-retirado da concessionária com o espaço totalmente exposto. Sem tampa ou qualquer acabamento provisório, fios e conexões ficam aparentes, algo incomum mesmo em versões de entrada.
Apesar da reação negativa, a explicação é simples: trata-se de uma escolha estratégica da Hyundai. Para manter o SUV dentro do limite de R$ 120 mil exigido para isenções fiscais do programa PcD, a marca reduziu itens considerados não essenciais, prática comum também entre concorrentes. Um exemplo disso é o Hyundai HB20 Platinum com desconto para PcD.
Hoje, o modelo parte de R$ 119.990 no público geral, mas pode cair para cerca de R$ 104.750 com os benefícios. Esse posicionamento reforça o foco no custo-benefício, ainda que implique em cortes visíveis. O problema, no entanto, está menos na retirada de equipamentos e mais na forma como isso é apresentado ao cliente.
Como alternativa, a central multimídia é oferecida como acessório opcional, podendo ser instalada diretamente na concessionária. O sistema, fornecido pela Hyundai Mobis, custa cerca de R$ 4,5 mil e inclui Android Auto, Apple CarPlay e conectividade sem fio, além de garantia de cinco anos.
Mesmo sem o item, o Creta Action mantém um pacote relevante de série. O SUV traz seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, piloto automático, câmera de ré, sensores de estacionamento e chave presencial, garantindo um bom nível de segurança e conforto.
No conjunto mecânico, nada muda: o modelo segue com motor 1.0 turboflex de até 120 cv e câmbio automático de seis marchas. No fim das contas, o episódio revela um dilema claro no segmento PcD — reduzir custos para ampliar o acesso ou preservar a percepção de qualidade, mesmo que isso encareça o produto. Outros modelos que se destacam no segmento são o Renault Boreal Evolution para PcD e o Fiat Pulse Turbo 200 AT para PcD.

