Resumo da Notícia
O retorno do Honda WR-V ao mercado brasileiro marca mais do que um simples relançamento, representa a entrada da marca japonesa em uma disputa renovada no concorrido universo dos SUVs compactos. A estratégia é clara, posicionar o modelo abaixo do HR-V turbo, mirando diretamente rivais fortes como o T-Cross e o Creta. Essa movimentação amplia o alcance da marca e reforça sua presença em um dos segmentos mais aquecidos do país.
Diferente do primeiro WR-V, que herdava estrutura e peças do antigo Fit, a nova geração foi desenvolvida do zero, com design próprio e personalidade definida. As linhas mais quadradas seguem a tendência atual, com capô elevado, faróis de LED afilados e grade ampla de visual robusto. Na traseira, lanternas em LED divididas por uma peça plástica escura completam o conjunto visual.
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As dimensões também cresceram consideravelmente, agora são 4,32 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, contra 4,06 m e 2,55 m do antecessor. O resultado aparece no espaço interno mais generoso e no porta-malas que saltou de 363 para 458 litros. Rodas diamantadas de 17 polegadas e teto alto reforçam a proposta mais adulta do projeto.
O interior segue a linha prática e funcional da marca. O painel é o mesmo do HR-V, com quadro de instrumentos analógico e central multimídia de 10 polegadas com espelhamento sem fio. Há saídas de ar para os passageiros traseiros e porta USB-A para recarga, embora mais lenta que a USB-C. A posição de dirigir agrada e o espaço para as pernas na segunda fileira é um avanço em relação à geração anterior.
Sob o capô, o motor 1.5 i-VTEC flex aspirado foi mantido, mas recebeu melhorias: entrega até 126 cv e 15,8 kgfm de torque, acoplado ao câmbio CVT de sete marchas simuladas. Segundo o Inmetro, o consumo chega a 8,2 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada com etanol, ou 12 km/l e 12,8 km/l com gasolina. O tanque de 44 litros é modesto frente aos rivais, mas o conjunto prioriza eficiência.
A modernização não se limita ao design ou ao conjunto mecânico. O novo WR-V incorpora o pacote Honda Sensing, com recursos como ACC, frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa, itens inéditos no modelo anterior. Carregador por indução, faróis full LED e conectividade sem fio completam a lista de evoluções.
Na parte da segurança, seis airbags e sistemas eletrônicos de apoio elevam o patamar do SUV. Na versão EXL, sensores dianteiros e traseiros vêm de série. Os preços variam entre R$ 144.900 e R$ 149.900, com uma garantia de seis anos, a maior da categoria, reforçando a aposta da marca em confiabilidade e valor agregado no longo prazo.



