Resumo da Notícia
A Honda decidiu olhar para o futuro sem romper com sua tradição ao apostar, de forma mais consistente, na mobilidade elétrica sobre duas rodas. O registro da nova WN7 no Brasil reforça essa estratégia e sinaliza como a marca japonesa enxerga a próxima geração de motocicletas urbanas e esportivas, unindo desempenho, tecnologia e um novo conceito de design.
A WN7, sigla para Wind Naked 7, é uma naked elétrica de visual futurista, pensada sobretudo para um público jovem e para deslocamentos dentro e fora das cidades. O modelo surgiu oficialmente em 2025, durante o salão EICMA, na Itália, e passou a ser comercializado na Europa, onde a infraestrutura de recarga é mais madura.
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O recente registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial não confirma sua venda no mercado brasileiro, mas garante à Honda a proteção do desenho industrial. Trata-se, segundo a própria fabricante, da primeira motocicleta elétrica “de verdade” da marca, que até então concentrava sua eletrificação em scooters.
Com potência máxima de 50 kW, equivalentes a 68 cavalos, a WN7 entrega desempenho comparável ao de uma moto a combustão da faixa de 600 cilindradas. Na lógica da Honda, o número 7 indica sua posição no portfólio europeu, com potência nominal de 24,5 cv, ou 15 cv na versão A1, voltada a condutores iniciantes.
A autonomia declarada é de até 140 quilômetros no ciclo WMTC, podendo chegar a 153 km na versão de menor potência. A bateria de 9,3 kWh pode ser carregada em casa ou em carregadores rápidos, alcançando de 20% a 80% da carga em cerca de 30 minutos, além de contar com sistema de regeneração de energia nas desacelerações.
No campo técnico, a WN7 rompe com soluções tradicionais ao usar o próprio compartimento da bateria como elemento estrutural do chassi. Fabricada em alumínio, essa arquitetura dispensa tubos principais, reduz peso, melhora a centralização de massas e abriga suspensões Showa, balança Pro-Arm e transmissão final por correia.
O pacote se completa com freios Nissin com ABS em curvas, modos de pilotagem variados, controle de torque, painel TFT com conectividade e recursos práticos como o Walking Speed Mode, que facilita manobras. Com produção no Japão e estreia gradual em mercados estratégicos, a WN7 antecipa como a Honda pretende eletrificar sua linha global nos próximos anos.



