Resumo da NotĂcia
O SUV mĂ©dio da Honda desembarca discretamente na linha 2026, mas com mudanças estratĂ©gicas para se manter competitivo em um dos segmentos mais acirrados do paĂs. A principal aposta da marca está no visual e em pequenos refinamentos, sem mexer no preço: os mesmos R$ 214.500 cobrados desde o lançamento em outubro de 2023.
Passados alguns meses da estreia norte-americana, a nova gama do ZR-V surge no site oficial brasileiro com rodas de 18 polegadas, que substituem as antigas de 17”, agora com pneus 225/55. Os retrovisores também ganharam rebatimento elétrico automático, um item simples, mas bem-vindo em um SUV que aposta em sofisticação discreta.
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No exterior, o catálogo de cores foi reduzido de sete para apenas trĂŞs opções perolizadas: Cinza Titanium, Azul Aurora e Preto Cristal. No interior, a combinação de tons passa a acompanhar a cor da carroceria: veĂculos cinza e azuis trazem acabamento em cinza-claro, enquanto a carroceria preta vem com cabine escura.
Lá fora, a versão americana recebeu Android Auto sem fio — no Brasil, a Honda ainda não confirmou se o recurso fará parte da lista de série. O restante do pacote Touring permanece intocado. A mecânica também continua a mesma: motor 2.0 aspirado de 161 cv e 19,1 kgfm, acoplado ao câmbio CVT com simulação de sete marchas.
NĂŁo há versĂŁo hĂbrida disponĂvel no paĂs, ao contrário de alguns rivais diretos. Segundo dados do Inmetro, o consumo fica em 10,2 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada, com tanque de 53 litros e porta-malas de 389 litros, ampliáveis para 1.306 litros com os bancos rebatidos.
Na lista de equipamentos, o ZR-V Touring mantĂ©m sua boa oferta: painel digital de 7”, central multimĂdia de 9”, carregador de celular por indução, teto solar elĂ©trico e ar-condicionado digital bizona. No pacote de segurança, destaque para os oito airbags e o sistema Honda Sensing, que inclui ACC, frenagem autĂ´noma de emergĂŞncia, assistente de faixa, comutação automática dos farĂłis e LaneWatch — câmera que exibe o ponto cego direito.
Visualmente, o SUV preserva a linguagem de design que estreou no modelo: linhas horizontais, capô alongado e traseira fluida, combinando elegância e robustez. A grade dianteira marcante e a soldagem a laser no teto criam um visual limpo e sofisticado, reforçado por faróis full LED e um aerofólio discreto que melhora a aerodinâmica. O resultado é um carro de aparência sólida, que busca transmitir modernidade sem exageros.
Dentro da cabine, a proposta é de conforto e requinte. Materiais macios ao toque, console central flutuante e volante multifuncional em couro com paddle-shifts revelam a tentativa de posicionar o ZR-V em uma faixa mais premium. Tudo foi desenhado para criar uma sensação de espaço e ergonomia refinada, sem recorrer a soluções espalhafatosas.
Lançado com a ambição de disputar espaço com rivais de peso — como Toyota Corolla Cross, Jeep Compass, Caoa Chery Tiggo 7 e BYD Song Plus —, o ZR-V nunca chegou a 1.000 unidades vendidas por mês no Brasil.
Com números modestos e forte concorrência dentro da própria rede, principalmente do Honda HR-V, a marca passou a oferecer descontos que chegavam a R$ 40 mil. Assim, busca dar fôlego a um modelo que, mesmo discreto, segue apostando em elegância e conteúdo para conquistar espaço.

