GWM Tank 300 chega ao Brasil e será o primeiro híbrido plug-in flex do mundo

A GWM oficializa o Tank 300 híbrido plug-in flex no Brasil, unindo eletrificação e etanol em um SUV off-road com tecnologia inédita no mercado global.
GWM Tank 300 chega ao Brasil e será o primeiro híbrido plug-in flex do mundo
Crédito da imagem: GWM

Resumo da Notícia

  • O GWM Tank 300 é apresentado como o primeiro híbrido plug-in flex do mundo.
  • O projeto contou com investimento de R$ 60 milhões e parceria com a Bosch.
  • O SUV mantém tração 4x4, chassi robusto e motor 2.0 turbo adaptado.
  • A autonomia no modo 100% elétrico chega a 75 km.
  • O modelo será importado da China, com lançamento previsto para as próximas semanas.
  • A estratégia da GWM inclui expandir a tecnologia flex para o Haval H6 até 2027.
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A GWM decidiu transformar o Brasil no centro de uma inovação que mistura duas tendências fortes da indústria automotiva: eletrificação e uso de etanol. No Salão de Pequim, a marca apresentou o Tank 300 híbrido plug-in flex, apontado como o primeiro do mundo com essa combinação. A proposta vai além de um simples lançamento: é um recado claro sobre o futuro da tecnologia no país.

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O movimento não aconteceu por acaso. A fabricante já vinha trabalhando nos bastidores para adaptar seus modelos ao uso de etanol, algo antecipado desde o ano passado. Agora, com o anúncio global, a estratégia ganha forma e coloca o Brasil como vitrine de uma solução que pode, no futuro, ser replicada em outros mercados emergentes.

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Crédito da imagem: GWM
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Para viabilizar o projeto, a GWM contou com parceria da Bosch e investiu cerca de R$ 60 milhões no desenvolvimento. A escolha do Tank 300, em vez do Haval H6, ocorreu por questões técnicas: o motor 2.0 do utilitário já era exclusivo de sistemas híbridos plug-in, facilitando a adaptação ao combustível flex.

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Na prática, o conjunto mecânico segue robusto. O SUV mantém o motor 2.0 turbo com injeção direta combinado a um propulsor elétrico, além do câmbio automático de nove marchas e tração 4×4 com reduzida. Com gasolina, entrega 394 cv e 76,4 kgfm — números que podem melhorar levemente com o uso de etanol, segundo expectativa da marca.

Mesmo com a novidade, o modelo não muda no visual ou na proposta. Continua sendo um jipe de linhas quadradas, com construção sobre chassi e vocação off-road clara. A diferença está sob o capô, onde a tecnologia híbrida ganha uma camada extra de complexidade ao incorporar o sistema bicombustível.

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A parte elétrica também segue relevante. A bateria de 37,1 kWh permite rodar até 75 km no modo totalmente elétrico, o suficiente para deslocamentos urbanos. O sistema ainda oferece diferentes modos de condução e níveis de regeneração de energia, buscando equilibrar desempenho, eficiência e autonomia.

Nos bastidores, o Brasil teve papel fundamental. Protótipos já vinham sendo testados no país, indicando que o desenvolvimento local foi decisivo para a evolução do projeto. A proposta é clara: adaptar a eletrificação às características do mercado brasileiro, onde o etanol ainda tem forte presença.

O lançamento comercial está próximo. O Tank 300 híbrido plug-in flex já foi homologado e deve chegar às concessionárias nas próximas semanas, ainda importado da China. Ao mesmo tempo, a GWM também apresentou uma versão da picape Poer com o mesmo conjunto, ampliando o alcance da tecnologia.

Com isso, a marca se antecipa à concorrência, incluindo a BYD, que também buscava lançar um modelo semelhante com o BYD Song Pro. Nos próximos anos, a tendência é de expansão: o próprio Haval H6 deve adotar o sistema flex até 2027, consolidando a estratégia de unir eletrificação e etanol como caminho viável para o mercado brasileiro.

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