Resumo da Notícia
A disputa pelo maior mercado automotivo do planeta entrou em uma nova fase. A China, que por mais de uma década foi território confortável para marcas estrangeiras, hoje impõe um ritmo ditado por fabricantes locais, mais ágeis, tecnológicos e alinhados ao apetite do consumidor chinês por inovação elétrica.
Nesse cenário, a Volkswagen perdeu protagonismo. A montadora alemã foi superada pela Geely Auto em volume de vendas e terminou o último ano na terceira colocação do ranking, atrás também da BYD, que assumiu a liderança após encerrar o longo domínio da marca europeia no país.
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Mesmo com a queda, o Grupo Volkswagen segue relevante. Em 2025, foram entregues cerca de 2,69 milhões de veículos na China, número 8% menor que o do ano anterior, mantendo ainda o posto de maior fabricante estrangeiro em atividade no mercado local.
Grande parte desse desempenho vem dos modelos a combustão. A Volkswagen conserva mais de 22% de participação entre os veículos movidos a gasolina, com destaque para o Passat no segmento médio e para a Audi, que voltou a liderar as vendas de sedãs de luxo a combustão com o A6L.
As joint ventures com FAW e SAIC continuam sendo o pilar da operação chinesa, embora tenham perdido espaço. Juntas, responderam por 10,9% das vendas no varejo, abaixo dos 12,2% registrados no ano anterior, refletindo a pressão crescente das marcas nacionais.
Enquanto isso, a Geely ampliou sua fatia no mercado doméstico, saltando de 7,7% para 11%, impulsionada principalmente pelos carros de entrada. A BYD, apesar de seguir líder, viu sua participação recuar e enfrentou protestos setoriais diante da concorrência acirrada.
O avanço das chinesas expõe a dificuldade das montadoras tradicionais em acelerar a eletrificação. Volkswagen, GM e Toyota perderam espaço ao demorarem a responder à demanda por veículos elétricos, favorecida por subsídios estatais e por preços agressivos abaixo dos 150 mil yuans.
Ciente do desafio, a Volkswagen investe em P&D na China, amplia parcerias tecnológicas, desenvolve chips próprios e promete lançar dezenas de modelos eletrificados até 2030, além de usar o país como base exportadora para novos mercados.

