Greve de caminhoneiros volta a ameaçar logística nacional

Caminhoneiros ameaçam nova paralisação nacional devido ao aumento do diesel e descumprimento do frete mínimo. Saiba as medidas do governo para evitar o caos logístico.
Greve de caminhoneiros volta a ameaçar logística nacional
Crédito da imagem: Setcesp

Resumo da Notícia

  • Caminhoneiros consideram nova paralisação nacional devido ao aumento do diesel e descumprimento da tabela mínima de frete.
  • O governo federal intensifica a fiscalização eletrônica da ANTT para monitorar fretes e identificar abusos.
  • Empresas que desrespeitarem a tabela de frete podem sofrer punições rigorosas, incluindo suspensão de autorização.
  • O preço do diesel subiu significativamente, pressionado por conflitos internacionais e impactando motoristas autônomos.
  • Medidas econômicas como isenção de PIS/Cofins e propostas para zerar ICMS sobre o diesel foram anunciadas.
  • A Polícia Federal investiga aumentos abusivos nos postos de combustível.
  • Sindicatos de Santa Catarina, Baixada Santista e Abrava já manifestaram intenção de aderir à greve.
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O aumento constante do preço do diesel e o descumprimento da tabela mínima de frete voltam a colocar os caminhoneiros em alerta. Nesta quinta-feira (19), entidades da categoria vão decidir se iniciam uma paralisação nacional, em meio a esforços do governo para evitar o bloqueio das estradas e os impactos econômicos que ele poderia causar.

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O governo federal tem apostado em medidas de fiscalização e tecnologia para conter abusos. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) passou a monitorar todos os fretes eletronicamente, cruzando dados das notas fiscais estaduais e do sistema CIOT, que registra transportes, preços e cargas.

Greve de caminhoneiros volta a ameaçar logística nacional
Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação
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Além disso, será divulgada a lista de empresas que descumprem a tabela do frete, podendo sofrer punições rigorosas. Em casos reincidentes, transportadoras e embarcadores podem ter a autorização de frete suspensa ou até cancelada por até dois anos. Segundo Guilherme Sampaio, diretor-geral da ANTT, a fiscalização eletrônica já impede que fretes abaixo do piso legal sejam emitidos.

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O piso mínimo do frete existe para garantir que o caminhoneiro cubra custos e tenha lucro, mas sindicatos afirmam que muitas empresas ignoram a tabela, obrigando motoristas autônomos a arcar com os aumentos do diesel. Somente na primeira semana de março, o combustível subiu mais de 7% em média, chegando a 17% em estados como o Piauí, pressionado por conflitos internacionais que afetaram o preço do petróleo.

O governo também anunciou medidas econômicas para conter a pressão: isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, subsídios para segurar preços e propostas para estados zerarem o ICMS na importação do combustível. A Polícia Federal intensifica investigações sobre aumentos abusivos nos postos.

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A fiscalização física segue com “trilhas de inteligência” em regiões críticas, como transporte de proteína animal, combustíveis e bebidas, usando dados para identificar descumprimentos. Sampaio reconhece que o quadro reduzido da ANTT é um desafio, mas garante que tecnologia e inteligência têm compensado a falta de pessoal.

A categoria se mantém atenta. Sindicatos de Santa Catarina, da Baixada Santista e a Abrava já confirmaram intenção de aderir. A decisão final sobre a paralisação nacional depende da assembleia geral desta quinta. O governo, por sua vez, aposta que a combinação de medidas legais, fiscalização rigorosa e incentivos econômicos será suficiente para evitar uma repetição do caos de 2018.

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