Governo obtém adesão de mais de 80% dos estados em plano contra alta do diesel

Governo federal articula plano emergencial com estados para conter alta do diesel. Medida de subsídio tem adesão da maioria, mas enfrenta resistências.
Após tensão no Oriente Médio, preço do diesel cai no Brasil pela primeira vez, diz ANP
Crédito da imagem: Sol Diesel

Resumo da Notícia

A escalada no preço do diesel levou o governo federal a articular uma resposta emergencial com os estados, em uma tentativa de conter os impactos no bolso da população e na economia. A proposta, que prevê subsídios ao combustível, já conta com apoio da ampla maioria das unidades da federação, indicando avanço nas negociações. Ainda assim, o tema segue cercado de ajustes e resistências pontuais.

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), mais de 80% dos estados sinalizaram adesão à medida. Na prática, isso representa cerca de 20 a 23 governos estaduais favoráveis à iniciativa, embora nem todos tenham oficializado posição. Parte das unidades ainda aguarda detalhes finais antes de confirmar participação.

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Governo obtém adesão de mais de 80% dos estados em plano contra alta do diesel
Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação

A proposta do governo prevê a concessão de um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividido igualmente entre União e estados. A medida terá caráter temporário, com duração inicial de dois meses, funcionando como um mecanismo para amortecer a alta recente dos preços no mercado internacional.

O custo total estimado da iniciativa gira em torno de R$ 3 bilhões, distribuídos entre abril e maio. A participação dos estados será proporcional ao consumo regional de diesel, e a compensação das perdas deve ocorrer por meio de retenções no Fundo de Participação dos Estados (FPE), sem necessidade de mexer diretamente no ICMS.

Esse modelo surgiu após a rejeição de uma proposta anterior que previa zerar o imposto estadual sobre o diesel. Governadores argumentaram que a medida poderia comprometer receitas essenciais e não garantir redução efetiva ao consumidor. Diante do impasse, o governo optou por um formato de compensação direta, considerado mais ágil.

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A alta do diesel está diretamente ligada ao cenário externo, especialmente às tensões no Oriente Médio, que elevaram o preço do petróleo. Com isso, o combustível acumula forte aumento no Brasil, pressionando custos de transporte, alimentos e energia, com efeitos em cadeia sobre toda a economia.

Mesmo com a adesão majoritária, ainda há resistência. O Distrito Federal já se posicionou contra a proposta, enquanto estados como o Rio de Janeiro preferem aguardar a publicação da medida provisória. O governo, por sua vez, afirma que a iniciativa não depende de unanimidade para entrar em vigor.

A expectativa é que a medida provisória seja publicada ainda nesta semana, formalizando o programa. Paralelamente, o governo também pretende reforçar a fiscalização no setor e investigar possíveis distorções de preços, numa tentativa de garantir que a redução de custos chegue, de fato, ao consumidor final.

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