Governadores recusam corte no ICMS solicitado por Lula

Governo Federal busca conter alta dos combustíveis com redução de ICMS, mas estados e Distrito Federal recusam medida por perdas fiscais e ineficácia.
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Crédito da imagem: Divulgação/Postos Ipiranga

Resumo da Notícia

  • Governo Federal busca alternativas para conter a alta dos combustíveis, mas os estados e o Distrito Federal não devem reduzir o ICMS.
  • O presidente Lula pediu 'boa vontade' dos governadores para aderir à medida, após anunciar desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel e subsídio.
  • O Comsefaz, órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, classificou a proposta como ineficaz, alegando que alívios tributários não chegam ao consumidor.
  • Estudos do Comsefaz indicam que cortes anteriores no ICMS geraram perda fiscal significativa sem efeito concreto nos preços para a população.
  • Os estados argumentam que a redução do ICMS comprometeria recursos destinados a saúde, educação, segurança e infraestrutura.
  • A reunião do Confaz, convocada pelo Ministério da Fazenda, visa debater a redução temporária do ICMS sobre o diesel, mas alguns secretários criticam a pressão.
  • O governo defende o uso de instrumentos fiscais próprios, como recursos do setor petrolífero, para enfrentar a volatilidade do mercado.
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O governo federal tem buscado alternativas para conter a alta dos combustíveis, mas os estados e o Distrito Federal não devem reduzir o ICMS. A decisão, anunciada pelos secretários estaduais, reflete a preocupação com perdas fiscais e efeitos limitados para o consumidor final.

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Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu “boa vontade” dos governadores para aderir à medida, após anunciar a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de um subsídio parcial ao preço. O objetivo é tentar reduzir o impacto nas bombas, mas de forma coordenada.

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Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação
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O Comsefaz, órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, classificou a proposta como ineficaz. Segundo a entidade, reduções no ICMS dificilmente chegam ao consumidor, pois os alívios tributários são absorvidos ao longo da cadeia de distribuição e revenda.

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Estudos do comitê apontam que cortes anteriores no ICMS provocaram queda de até 16% nas refinarias, mas os preços subiram 27% nos postos. O comitê alerta que insistir na redução do imposto gera perda fiscal significativa sem efeito concreto para a população.

Além disso, os estados já adotam mecanismos de amortecimento, como a tributação monofásica, que atualiza o ICMS com base em médias da ANP. Qualquer corte adicional comprometeria recursos destinados a saúde, educação, segurança e infraestrutura, segundo o Comsefaz.

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A reunião do Confaz, marcada para 18 de março, foi convocada pelo Ministério da Fazenda para debater a redução temporária do ICMS sobre o diesel. Alguns secretários criticaram a convocação, considerando-a uma tentativa de pressionar os estados a aceitarem a medida.

O governo federal defende que use seus próprios instrumentos fiscais, incluindo recursos do setor petrolífero e da Petrobras, para enfrentar a volatilidade do mercado. A combinação de isenção de tributos federais e subsídio teria impacto limitado, de cerca de R$ 0,64 por litro, parcialmente compensado pelo reajuste da Petrobras.

Na avaliação do comitê, a redução do ICMS traria uma “dupla perda”: pouco alívio nas bombas e menor capacidade do poder público de financiar políticas essenciais. Para o Comsefaz, a solução mais eficaz está no uso de instrumentos federais, preservando a arrecadação estadual e municipal.

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